sexta-feira, 29 de agosto de 2008

- CONSELHO É BOM, E EU GOSTO


O velho ditado diz, se conselho fosse bom, seria grátis.

Será verdade? Eu não penso assim. Acho que quem disse isso ou é cabeça dura e despeitado porque não seguiu um bom conselho, ou simplesmente pediu conselho para pessoa errada.

Aliás, acho que aí está o principal ponto. Não o conselho em si, mas sim o conselheiro.

Porque de que adianta pedir opinião sobre questões financeiras para aquela sua amiga que não sabe nem quanto gasta com a conta do celular?

Ou conversar com a mãe sobre um carinha que te adora, que é presente, tudo de bom, mas não namora de jeito nenhum? A mãe acompanha esses tempos modernos? Porque na época dela nem existia o tal ficar. E, sinceramente, às vezes nem eu consigo entender esses casos complicados.

Vou perguntar se minha roupa está boa para aquela pessoa cafoninha?

Vou me aconselhar se dou nova chance ao tal cara que vacilou, justo com aquela amiga que leva fora atrás de fora ou com aquela que só tem encontrado homens canalhas ultimamente e está quase vestindo uma bata de freira?

Senão, pior, vou decidir se compro um apartamento ou se monto um negócio baseada na opinião de uma pessoa dura, que não consegue economizar um tostão ou na opinião de uma pessoa sem ambição? Acho que não.

Então o prisma do conselheiro é o fundamental desde que se faça uma prévia avaliação da personalidade e do momento de cada um. Os amigos têm que ser classificados. Há assuntos que se pode ter um apanhado geral, sem que nada influencie muito no contexto. Aí até uma enquete no meio da rua é válida. Mas já para a maioria dos casos, vale uma triagem.

Às vezes o conselho pode ser totalmente absorvido, por total ignorância do assunto. Tipo: quero comprar um mini notebook apenas para acessar Internet e monitorar as câmeras no trabalho. O modelo tal é bom? Não sei. Não entendo. Vou perguntar para a pessoa que faz a manutenção dos meus computadores, ele com certeza sabe melhor que eu.

Há também aqueles conselhos são hiper válidos, quando nossa visão está alterada, seja por raiva, amor, ou bebedeira. O problema é conseguir ouvir. É a tal cegueira momentânea. Aí vale escutar quando estamos nos sentido lindas, dançando felizes, conversando alto, socializando, e bêbadas, sem perceber que está tudo mais do que exagerado. Neste momento, se uma amiga chega e fala “hei, segura a onda!”. Vou ignorar? Dependendo da quantidade de álcool na cabeça sim. Erradamente. Mas se ainda tiver raciocinando, ops, vou pegar leve... Devo estar pagando mico mesmo.

Então eu peço conselhos sem pudor. Adoro. Mesmo que eu não peça, pode falar. Eu escuto. Acho importante a visão de outros ângulos. Mesmo que eu já tenha minha opinião formada, às vezes pergunto só para garantir. Só por perguntar.

E os conselhos são bons desde que a pessoa ouça o que lhe é dito, aproveite a experiência de quem fala, e reflita para a partir de então formar sua própria opinião. A resposta para questão em pauta deve ser sempre ponderada e baseada na própria personalidade.

Pense duas vezes antes de agir em relação a assuntos importantes. E peça conselhos. Quem avisa amigo é... ou não. Saiba discernir!

“Muitos recebem conselhos, só os sábios os aproveitam.” Publilius Syrus

* Publilius Syrus (85 a.C. - 43 a.C.), escritor latino da Roma antiga. Nativo da Síria, foi feito escravo e enviado para a Itália, mas por sua sagacidade e talento conquistou liberdade e ganhou educação de seu mestre. Tudo o que resta de suas obras é uma coleção de frases e versos. São mais de 700.

Um comentário:

Anônimo disse...

Por isso que é bom termos amigos tão diferentes da gente. Não é que conversamos isso ontem ? Pois é ! Alguns conselhos se absorve e outros não. Bom fim de semana !