Terça-feira, 7 de Julho de 2009

COMO SERÁ O AMANHÃ? RESPONDA SE PUDER.

Ex-presidente Itamar Franco e famosa “quem”sem calcinha no carnaval de 1994

Depois de muito tempo finalmente resolvi dar as caras no meu blog. Amo escrever, mas minhas prioridades e total falta de tempo me afastaram daqui por um bom tempo. Pensei em dissertar sobre mil assuntos... mas nada de sentar e escrever.

Chego em casa tarde, ou vejo emails do trabalho, ou vou direto fazer compras no mercado, ou tenho aula, ou saio direto pra jantar, ou tenho compromisso diversos, companhia em casa ou simplesmente chego mega exausta e só quero ver minha cama.

Hoje, depois de me entupir de bobagens da padaria, minha consciência não me deixou deitar e dormir. E voilà, lembrei do Blog.

O assunto do dia foi o funeral de Michael Jackson. Sim, pra escrever no blog não tenho tempo, contudo os 140 caracteres do twitter me permitem passar o dia entre o trabalho e pequenos relatos twittados a cada detalhe visto. Acompanhei tudo, desde a preparação, à chegada da família, o caixão de ouro, os shows... E digo: É impressionante a comoção do tanto de pessoas que nem sequer curtiam a música dele. Tudo bem, uma morte súbita, filhos órfãos e tal, mas assim... o cara está lá em L.A., nunca vi, nunca falei, não ouço nada de M.J. desde 1982 quando fez sucesso com Thriller, e de repente vou me debulhar em lágrimas? Acho que não.

Não posso negar, Michael Jackson mostrou-se um astro genial desde a infância, porém os anos o transformaram em controverso e polêmico, e já não tão musical assim. Uma pessoa fora dos padrões, onde nem ele mesmo parecia saber onde se enquadrar. Grandes homenagens foram feitas e, confesso, bem menores do que eu imaginava. A morte de Lady Di ficou muito mais marcada pra mim. Talvez também por sua história de vida, pontuada com sofrimentos e um imenso espírito solidário. Louvável.

Bom, então depois da lavagem cerebral da mídia com o tal funeral, chego em casa em busca de notícias. Sim, porque a vida não para e agora a noite só se fala do casamento de Stephany Brito e Alexandre Pato. Até onde sei, Stephany era simplesmente a irmã do ator Kaky, e Pato, um jogador bom, porém não espetacular, que teve a sorte de conseguir, numa das maiores transações já realizadas pelo futebol brasileiro, um mega contrato para jogar no Milan, da Itália. Agora especula-se sobre a ida dos famosos ao casório e recepção no Copacabana Palace. Luciano Huck já avisa via twitter que só vai depois do Jornal Nacional. Bruno Gagliasso perde o convite, acha e se enrola no nó da gravata. E amanhã veremos mais fofocas e fotos do “grande evento” da cidade.

É impressionante como as manchetes mudam. Já não se fala mais de um corpinho achado no acidente do vôo da Air France, a campanha fora Sarney perdeu força e deu lugar a nova crise da CPI da Petrobrás, e depois de amanhã, sabe-se lá o que será notícia.

Como a vida é fugaz.

Quinta-feira, 16 de Abril de 2009

- O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO AGORA?

O QUE VOCÊ FEZ EM SUA VIDA?
- Você não leu meus tweets?

De um vício para outro, não consigo escapar de horas perdidas com bobagem. Antes a insônia por causa do maldito BBB, agora minha nova mania: twitter!

Isso não é novidade para muita gente, mas na minha vida só entrou recentemente.

Eu, que sou uma pessoa super na minha, discreta, que prezo pela minha privacidade, agora escrevo a torto e a direito, compulsivamente, o que estou fazendo: indo tomar banho, no trânsito, fazendo jantar para família... e por aí vai. Uma sucessão de satisfações na internet sobre minha vida pessoal em detalhes.

Inicialmente entrei para fuxicar vida alheia. Não demorou muito e logo virei uma STALKER * assumida. Asthon Kutcher e Demi Moore, não param um segundo. São dois compulsivos que escrevem toda hora e até foto da Demi de calcinha arrumando a mala Ashton postou. Sem esquecer de mencionar que recentemente Demi “salvou” a vida de uma seguidora, ao avisar a polícia que ela ia se suicidar. É, a coisa é séria, e Ashton já está para alcançar a soma de um milhão de seguidores. Uia.

John Mayer é outro: perde a namorada, por dar mais atenção ao twitter e ainda assim não perde a oportunidade de twittar logo em seguida o rompimento. Entre o twitter e Jennifer Aniston, adivinha com quem ele ficou?

P. Diddy não deixa escapar uma e digita em meio à entrevista com Ellen Degeneres, que por sua vez adora a brincadeira e usa para divulgar seu programa usando a mesma ferramenta. Até Barack Obama não deixa de twittar.

Depois de ouvir uma coisa aqui, outra ali, como não me entregar a esta mania? Agora fico sabendo quando a cantora Maria Rita almoça com o filho, que Nicole Ritchie também assiste American Idol, que a atriz Mandy Moore está com saudades de casa, que Kim Kardashian estava no México, que o chef Jamie Oliver comeu um salmão delicioso e crocante, que Rafinha Bastos come no Mc Donalds e depois fica praguejando a gula e xingando o palhaço, que Snoop Dogg só escreve com gírias e não entendo metade do que ele fala... Ah sim, e que Clara, minha amiga, está brigando com o telemarketing da TIM há mais de meia hora, que Zandra quer participar do próximo BBB para ganhar dez milhões. O que muda na minha vida saber isso tudo? Nada! O pior é isso... Não me acrescenta naaaada. Mas eu a-do-ro.

O twitter não toma muito tempo, são apenas 140 caracteres por vez e ainda descobri que posso postar também através do telefone. Agora ferrou. Fico com a mão coçando até no meio da minha aula de batuque. Ai!! Bora ver até quando e até onde levo isso.

Bom, agora dá licença, que preciso twittar avisando que postei no blog.

* Stalker em inglês significa aquele que espreita, que persegue. Graças a Mari eu escrevi certo. Tava falando certo, sabendo o que era, mas confesso que nunca na vida tinha precisado escrever essa palavra em inglês. Voilà... ajuda de amiga é sempre bem-vinda.

Segunda-feira, 13 de Abril de 2009

- WONDERbra WOMAN


Acabo de ler uma notícia no jornal, no mínimo, interessante. Depois do escândalo do dinheiro na cueca, guardar dinheiro em roupas íntimas vira moda e até salva vidas!


Em Salvador uma mulher escapa da morte por causa de 150 reais! E quem disse que o real não vale nada? Um chumacinho de notas guardadas no sutiã vale uma vida!

O tiro saiu pela culatra, ou melhor, nem entrou. Não sei se é muita sorte da mulher de ter escapado, ou azar de estar no ônibus na hora que os ladrões entraram. Tostines é fresquinho porque vende mais, ou vende mais porque é fresquinho?? ( nossa, isso é veeeelho!)


Enfim, ao ler a notícia, a primeira coisa que me veio a cabeça foi: e se ela tivesse silicone? Hahaha. Mas para pra pensar - não deixa de ser também um escudo de proteção interno! Agora as mulheres já têm mais um motivo para turbinar os seios. "Não é apenas estética, gente, é proteção!!"- podem justificar aos quatro ventos para quem recriminar o gasto com a plástica!


Humpt. Depois dizem que as mulheres são fúteis, ora vejam só. Já que a polícia não funciona, o jeito é se proteger de formas alternativas.Tá certo. Bora colocar silicone, mulherada!

PS. Bizarra esta foto. Diria até nojenta. Mas ahhh, tinha que ilustrar!!!

Quarta-feira, 1 de Abril de 2009

- VISITA INDESEJADA


A Insônia apareceu em minha vida recentemente. Devagar, alternando dias para não se mostrar inconveniente, surgiu do nada, se fez companheira, e agora não quer mais ir embora.

Tento evitá-la, não recebê-la, mandá-la desaparecer, não estou, volta outro dia... Mas o Sono, que não é me muito grato, por eu solicitá-lo pouco, abre a porta, sorri ironicamente, e a convida para entrar. Ele já vem reclamando há anos que quer ficar mais que cinco, seis horas por dia, mas eu nunca dei muita trela. Agora ele resolveu se revoltar e sair tarde da noite. Puff!! Simplesmente se manda e não comunica que horas volta. E sempre na hora que o Estado de alpha avisa que vem nos fazer companhia.

Começa então o martírio ao lado da visita indesejada: horas em frente à TV, livros, músicas, e pensamentos desde os furtivos aos mais sérios e complexos sobre questões globais. A essa hora? Sim, é o que tenho de munição para o tempo ao menos passar e ela se mancar que não estou dando bola. Mas as opções não me ajudam, e vejo que a Insônia continua prostrada ao meu lado. Ai, como dormir? Conto carneiros... Sem efeito: mil, dois mil, chatooo. Zapeio e acho um filme ótimo que está começando, mas termina as cinco da manhã. Não. Não darei corda para a visita. Deitada estou, deitada fico, o sono há de vir. Evito ao máximo sair da cama, e fazer algo produtivo já que estou acordada. Não me permito para não dar a batalha como vencida. E também decido não envolver ninguém e nem nenhum fator externo em minha luta. Sozinha, fecho os olhinhos. - Volta, por favor, suplico ao Sono. - Eu juro que deixo você ficar umas 12 horas esta noite pelo menos. Abro o olho lentamente, fingindo nem ver, mas lá está a danada da Insônia, à vontade, sem menor menção de partir.

Eis que surgem os primeiros sinais do novo dia, e com ele o desespero de não ter conseguido descansar nem umas horinhas ao menos... E neste mesmo instante, como tem feito quase que diariamente, a Insônia finalmente avisa que está de partida. Compaixão? Não, ela vai bater em outras vizinhanças onde o fuso horário é mais oportuno. A porta se abre, e o Sono volta sem dar explicações pelo atraso. Ok, aceito. Me restam duas ou três horas antes do meu dia começar. Mas ao se despedir, os dois confabulam, e a Insônia fala com sarcasmo: “Até amanha.” Arg.

Como começou a ser um problema recorrente, decidi buscar as causas da visita da maldita da Insônia. Para um combate é de suma importância conhecer bem o adversário.

Dizem que em idade avançada a insônia é mais freqüente – a partir dos 60 anos. Bom, estou loooonge disso.Histórico de depressão também é uma causa comum. Mas depressão não tem vez comigo, nunca teve. Aí fui buscar na Internet, outras possíveis causas: estresse (passo, ando super zen), ansiedade (minha única ansiedade no momento é para dormir), problema médico ou uso de alguns medicamentos (passo).

Como não me enquadrei em nenhum dos possíveis sintomas, continuei procurando: Ambiente barulhento? À noite meu quarto parece um templo budista de tão calmo. Nervosa? Com problemas? Com dilemas na vida? Nada.

Na avaliação mais profunda do momento que estou vivendo, descubro que estou ótima, tranqüila, feliz, e o único problema que me aflige é efetivamente a ausência do Sono. Como o problema pode ser a causa?

E para piorar, em meio a pesquisas descubro que dormir pouco engorda. Ai, agora acho que fiquei sim estressada. Ninguém merece!

A noite se aproxima... E lá vamos nós. De novo. Será que vassoura de cabeça pra baixo atrás da porta adianta?

Ps. Foi só um desabafo. Não busco receitas nem conselhos. Já estou munida das minhas armas preventivas e ativas: evito cafeína, deito cedo, deixo minha cama bem cheirosinha e aconchegante... E daí vai uma longa lista de precauções e atitudes para vencer a guerra. Não há de durar. ;)

PS2. Ai, ok. Confesso, confesso com vergonha, mas sou viciada no BBB, e assisto até morrer. O que tem contribuído muito para a minha falta de sono. As coisas só acontecem de madruga e daí a origem da minha falta de sono. Rsrs. Pena que a Globo não mostra tudo, e faz edições absurdamente parciais e tendenciosas. ARG. Mas tá acabando também... a partir de 7 de abril dormirei mais cedo e tranqüila, e talvez até sofra de abstinência. haha

Quarta-feira, 18 de Março de 2009

- COISAS QUE APRENDI ASSISTINDO PORNÔS



As mil e uma atividades paralelas, o trabalho e a total falta de tempo me fizeram tirar umas férias forçadas do blog. Forçadas, involuntárias e indesejáveis, pois como já disse aqui, amo escrever.

Mas cá estou eu de volta! O retorno talvez seja lento. Na medida do possível tentarei retomar minhas crônicas, meus textos, dividir pensamentos e bobagens, entreter ou não alguns de vocês. Não estou aqui para agradar a todos, aliás, nem quero. Confesso que o principal alvo do entretenimento deste blog sou eu mesma. Sinto, mas olho meu umbigo. Se eu não gostar de mim, quem gostará?

Há algum tempo postei aqui sobre pornôs, e assumi que assisto e gosto e tal. Dentre os comentários, vi de tudo: alguns engraçadinhos desagradáveis, algumas mulheres pudicas, e um ou outro realmente captou que não há nada demais em falar sobre sexo. Quem disse que isso é privilégio dos homens? Uma amiga minha chegou a falar que eu era corajosa por ter postado aquilo. Nos tempos de hoje, me admirei sinceramente com as reações.

Sou contestadora, polêmica, sarcástica, engraçada, e faço sim e falo o que me dá na telha. Claro, desde que não afete ninguém, sou consciente e não doida. Costumam me rotular de autêntica. Bom, pra mim autenticidade na personalidade de alguém em geral é sinônimo de pessoa difícil. Já perceberam? Difícil ou esquisita. Esquisita não sou. Difícil? Diferente? Que seja. Pessoas comuns me cansam. Tomo para mim palavras uma vez ditas por Chaplin: No fim, tudo é uma piada. ;)

Então para voltar já colocando lenha na fogueira, vou postar aqui um email que recebi recentemente, com uma lista ironizando o que se “aprende” assistindo filmes pornôs. Engraçado. O email veio em inglês. Com a devida tradução, e óbvio, com meus pitacos pessoais, mexi daqui, tirei dali, acrescentei acolá e agora aqui vai para vocês. Divirtam-se.

Coisas que aprendi assistindo filmes pornôs:
  1. Mulheres sempre transam de salto alto.
  2. Homens sempre estão de pau duro, e prontos para o que der e vier.
  3. Quando fizer sexo oral numa mulher, 10 segundos são mais que satisfatórios.
  4. Quando uma mulher é surpreendida se masturbando por um estranho, ela não gritará de vergonha, e sim insistirá para que ele transe com ela.
  5. Mulheres sorriem satisfeitas quando homens gozam em sua cara. E ainda ficam brincando de gargarejo, e mostrando o gozo como se fosse a coisa mais sexy do mundo. (ARG)
  6. Mulheres AMAM transar com homens feios e de meia idade.
  7. Mulheres gemem incontrolavelmente e reviram os olhos quando pagam boquete.
  8. Mulheres sempre gozam junto com os homens.
  9. Todas as mulheres se livram facilmente de uma multa por velocidade pagando um boquete para o guarda.
  10. Todas mulheres são safadas e escandalosas.
  11. Pessoas dos anos 70 não transavam a não ser que tivesse um solo de guitarra como fundo musical, ah e todos muito cabeludos, em todas as partes do corpo.
  12. Aqueles peitos são de verdade.
  13. Uma comum e prazerosa pratica sexual para um homem é bater com seu pênis meio ereto repetitivamente na bunda de uma mulher.
  14. Homens sempre gritam “OH YEAH” quando gozam.
  15. Se um ménage acontece, os homens irão se cumprimentar com um tapinha no ar, estilo give me five - e a mulher achará super normal.
  16. Dupla penetração faz mulheres felizes.
  17. Homens asiáticos não existem.
  18. Se você cruzar com um casal transando atrás de uma moita, o cara não ficará nem um pouco puto se você enfiar seu pênis na boca da namorada dele.
  19. Enfermeiras sempre estão peladas por debaixo do micro uniformes brancos, e estão sempre dispostas a pagar boquetes para seus pacientes.
  20. Quando sua namorada te pegar transando com a melhor amiga dela, ela só fingirá estar revoltada por uns cinco minutos antes de resolver fazer uma suruba a três, feliz e contente.
  21. Mulheres nunca têm dores de cabeça, nem menstruações
  22. Quando uma mulher esta chupando um cara, é de suma importância que ele repita varias vezes “isso , chupa” para que ela não se esqueça o que esta fazendo
  23. Bundas são sempre limpas.
  24. Um homem ejaculando na bunda de uma mulher satisfaz todas as partes envolvidas.
  25. Mulheres sempre parecem incrivelmente surpresas quando elas abrem as calças de um cara e veem que ali dentro tem um pênis. Ohhh!
  26. Homens nunca têm que implorar por algo.
  27. Quando em pé durante um boquete, um homem sempre colocara uma mão na cabeça da parceira e outra no quadril, tipo lavadeira.
  28. Mulheres não têm pêlos pubianos não interessa que idade elas tenham .
  29. Mulheres estranhas não se importam se vocês catarem elas na rua para uma rapidinha no seu carro.
  30. Transar no meio do mato ou em cima de feno é ótimo. Não pinica, não tem bichos e não “soltam as tiras”.
  31. Festa de casais amigos SEMPRE se transforma num swing. Mesmo que seja um simples churrasco no meio da tarde.
  32. Toda garota com rabo de cavalo é uma adolescente.
  33. Qualquer outra é uma mãe solteira gostosa.
  34. Quando uma mulher tem ânsia de vomito durante sexo oral, é sinal de que o homem encontrou o ponto G existente em sua garganta.
  35. Mulheres odeiam conversar, mas adoram falar sobre sacanagem.
  36. Homens prestadores de serviço como bombeiros, encanadores, jardineiros e afins, são sempre gostosos e lindos e estão sempre prontos para fazer um serviço extra: comer a dona de casa.
  37. Aliás, todas mulheres abrem a porta de casa para estranhos seminuas.
  38. Mulheres sempre que se reúnem sozinhas têm um surto de homossexualidade e começam a se esfregar, e a brincar de lésbicas. Prática hiper comum.
  39. Mulheres sempre estão vestindo cinta-liga ou estão sem calcinhas no dia a dia. Não existe a opção: calcinha normal.
  40. Nenhum homem usa cuecas.

Sábado, 10 de Janeiro de 2009

- PINÓQUIOS MASCARADOS


Quem na vida já não conheceu um mentiroso compulsivo? Eu tive um rolo há anos atrás que era assim. Não posso negar que me divertia. Cada vez que saíamos com casais diferentes, amigos diferentes, eram as mesmas histórias, mas com versões completamente divergentes. Quanta mentiiiira. Eu deixava, né? Ia desmentir o coitado na cara dura? Nada. Estavam todos se divertindo, rindo, e eram mentirinhas bobas, sem importância. Dizem que quem conta um conto, aumenta um ponto. Este aumentava pontos, exclamações, interrogações e até reticências.

Existem pessoas que mentem tanto, que quando falam a verdade ninguém mais leva fé. Nunca se sabe. Tenho uma funcionária que vive atrasando. Como ela não vai de ônibus e não pode usar o trânsito como artifício, no começo a desculpa mais recorrente era: o metrô parou. Há? Como assim? Parou? Mas você está atrasada há mais de uma hora. O metrô se pára, pára uns cinco minutos. Mais que isso gera pânico aparece no jornal, imagina. Onde parou? Em que estação? Que horas? Vou ver na internet, vou ligar para o metrô. Como ela percebeu que não colava, as desculpas mudaram. Um dia era tiroteio perto do lugar onde mora, outro dia teve dor de barriga e parou no meio do caminho inúmeras vezes para ir ao banheiro, e por aí ia. Eu dava bronca, e ficava naquela... “me engana que eu gosto”

Aí esta semana, liga ela no trabalho, dizendo que ia atrasar porque estava no hospital tomando soro. Contou que passou mal à noite, que achava que tinha sido intoxicação alimentar, blábláblá. Pensei cá comigo: An han... Sei, sei. Como eu estava ainda em casa, nem dei muita importância. Fiquei mais preocupada em organizar as coisas em função da ausência dela. Mas de repente me deu um clic, peguei o tel e falei com a outra funcionaria: - Liga pra ela agora e pede pra trazer atestado!! Ligou. “Ih, já saiu do hospital, já esta a caminho.” E a pulga atrás da orelha a esta altura do campeonato já estava tão acomodada, que já estava até querendo montar um circo.

Enfim, pensei com meus botões: Estava no hospital nada. Fala sério. Outro clic. Humm. Liguei no trabalho, e pedi: - Quando fulana chegar, cata um buraco nela! Se ela tomou soro, tem que ter um furo no braço, em algum lugar. Vê se ela tá furada! E aí pensei: - Ahhhh, dessa vez eu pego de calça curta! Olha, aos que não me conhecem, não é que eu seja carrasca nem nada, alias, sou uma chefe bem tranqüila. Mas depois de meses de atrasos constantes e desculpas esfarrapadas, não tinha mais opção: Cata o buraco nela!

Para minha surpresa, desta vez era verdade! Ela realmente tinha passado mal, coitada. E depois eu ri, lembrando a que ponto eu cheguei... - Onde está o buraco? Haha. Tava lá, inchadinho, e ela mal, fraca e até bem pálida.

Da mesma tchurma do Pinóquio, tenho uma amiga que volta e meia me deixa recados, tipo: “Me liga URGENTE!” Nas primeiras vezes caia. Ligava correndo e largava o eu que estava fazendo, super preocupada. Nada. Era alguma dúvida boba ou fofoca furada. E pior é que ela insiste até hoje. Manda SMS: “me liga urgente!!!! Preciso falar com você!!!!” An han. Já era. Ligo nada, tô ocupada. Amanhã quem sabe. Mas sempre fica a dúvida: - E se um dia ela realmente estiver precisando de mim, desesperada, pendurada num penhasco? Este é o risco de quem mente sempre: um dia não será mais levado a sério. Vai despencar ué.

Os mentirosos compulsivos seguem à risca a filosofia de um velho provérbio escocês: "Prefiro uma mentira que me favoreça a uma verdade que me prejudique." Tá bom, mas eles que agüentem as conseqüências de seus atos. Porque um dia elas virão!! Infelizmente, ou felizmente, nem todos terão a sorte do Pinóquio com um happy end. Ahh, se pelo menos o nariz crescesse... Eu juro que já me daria por satisfeita.

Sexta-feira, 9 de Janeiro de 2009

- 6 COISAS, 6 LINKS ... ou 3 x 2


Saber que as pessoas curtem o que escrevemos é uma delícia. Receber um reconhecimento, mais gostoso ainda. Recebi este selo de duas pessoas. Então vamos à divulgação do selo e às regras.

Fui indicada por Igor Pinheiro, que tem um blog sobre séries. http://seriespps.blogspot.com/.
Para quem curte séries é legal dar uma espiada. :)

E também fui indicada por Nat Valarini , do Garota Pendurada. http://garotapendurada.blogspot.com/.

Queridos, que bom que vocês gostam do meu bloguitcho. :)

REGRAS
1. Linkar a pessoa que te indicou.
O garota pendurada já estava linkado. Não topo muito linkar blogs que não têm muito a ver com o meu. Não é que eu seja chata, mas só linko quem eu realmente acompanho. E eu não tenho muito tempo mesmo pra ver muitos blogs. Bom, como sou uma fã de séries, vou linkar o Igor tb. Mas vou logo avisando que não vou sair simplesmente linkando gente nada a ver porque recebo selos, viu? Isso pra amanhã ninguém reclamar. :)

2. Escrever as regras em seu blog. - Escritas

3. Contar 6 coisas aleatórias sobre você.
- Sou batuqueira de carteirinha. Descobri ano passado a música como terapia e faço oficina de percussão no Monobloco.
- Sou impulsiva, intensa, volúvel e quero fazer tudo ao mesmo tempo agora. - Prezo pela qualidade de vida. - Não tampo pasta de dente nem por um decreto. Pode reclamar, brigar, espernear, me dar bronca diariamente, simplesmente não fecho, é mais forte que eu. Péssimo hábito. - Já morei em Paris e em Londres em épocas bem diferentes, e amei. - Sou viciada em música. Desde o jazz ao rock pesado.

4. Indicar mais 6 pessoas e colocar os links no final do post.
Olha, não vou indicar 6 não! Vou indicar 3 duas vezes, vale?? Indico os que já estavam linkados no meu blog. GAROTA PENDURADA http://garotapendurada.blogspot.com/ TRINTA E POUCOS ANOS http://algunstrintaanos.blogspot.com/ CAFÉ COM NOTÍCIAS http://cafecomnoticias.blogspot.com/

5. Deixar a pessoa saber que você a indicou, deixando um comentário para ela.
6. Deixar os indicados saberem quando você publicar seu post.

Terça-feira, 6 de Janeiro de 2009

- MITOS OU VERDADES?



Toda mulher loira é burra?
Não, não é. Mas acho sim, que de alguma forma os fios loiros afetam o cérebro. Burras não. Acho que não tem nada a ver com inteligência. Arriscaria dizer que talvez sejam mais lentas. Hahaha. Eu mesma tenho umas mechinhas que às vezes confundem meus pensamentos. Ainda bem que são bem poucas. Eu sou morena!

Todo japonês tem pinto pequeno.
Não sei, nunca vi. Será? Tem cara. Ó, mas eu nunca na vida vi japonês atuando em filme pornô.

Toda mulher é barbeira.

Ahhh isso não é verdade. O que acontece é que as mulheres conseguem fazer várias coisas ao mesmo tempo. Mulher polvo: tudo ao mesmo tempo agora! Então enquanto dirigimos, olhamos o gatinho do lado, nos maquiamos, falamos no celular, bebemos água, arrumamos a bolsa, damos uma conferida no modelito exposto no outdoor... daí às vezes a atenção no trânsito escapa por um breve momento. Não é barbeiragem! Homens são diferentes! Eles só conseguem fazer uma coisa de cada vez. Apenas um foco! Tadinhos. E ainda assim, com total atenção voltada apenas para o volante, o que tem de homem barbeiro por aí não está no gibi.

Mulher que tem o segundo dedo do pé maior que o dedão manda no homem.
Verdade!!! Manda mesmo. Todas que vi que tem o segundo dedo à la E.T., mandam! E como mandam!

Coçar a mão é sinal de dinheiro.
Mentira! É picada de mosquito, falta de banho, alergia... Tudo, mas dinheiro não!

Com mulher de bigode nem o diabo pode.

Nem o diabo nem ninguém, né?!. Vai correndo pra depilação, filha! Ou pro circo! Ninguém merece.

Pisar em cocô na rua é sinal de sorte. E caca de pombo na cabeça também.
Hã? Sorte de quem? Sorte tem o infeliz do dono do cachorro que não esta por perto quando isto acontece, porque se tivesse, ahhh ele ia ouvir!! Mal educado. Ou sorte do pombo que voa, né.. senão pegava o degraçado, pra ele ver o que é bom cagar na cabeça alheia.

Vassoura atrás da porta espanta visitas.
Já coloquei. E a pessoa continuou na minha casa por hooooras. Não funcionou.

Colocar a bolsa no chão faz o dinheiro acabar.
Mentira. Só se o dinheiro for gasto pra comprar uma bolsa nova, porque eu não coloco minhas bolsas caríssimas no chão de jeito nenhum. Tá doido?

A pessoa que é pulada não cresce mais.
Putz, devo então ter sido pulada inúmeras vezes, pois sou baixinha até. Os anões, coitados, devem ter nascido embaixo de uma cama elástica.

Chinelo ou sapato com a sola virada para cima dão má sorte.
Ahh balela. Isso foi inventado pela mãe de um filho bagunceiro, ou esposa de um marido relaxado, para eles guardarem os calçados nos devidos lugares!

Quem come muito à noite tem pesadelos.

Verdade. Além de pesadelos, indigestão e azia.

Recusar coisas para grávidas dá terçol.
Dá nada. Isso é praga delas, mas não pega não. Pode dizer NÃO à la vonté. Elas que ficam usando este artifício pra conseguirem tudo que querem. Grávida não é doente não, gente. Isso é chantagem emocional.

Apontar estrela com o dedo faz nascer verruga.
Aponto. Aponto mesmo, sempre apontei. Nunca tive. Se fosse verdade, os astrônomos estavam lascados.

Se sua orelha esquentar de repente, é porque alguém está falando mal de você.
Nunca reparei minha orelha quente. E olha que tem gente pra chuchu que fala mal de mim! Haha. Ainda dizem que nesses casos, tem que ir dizendo o nome dos suspeitos até a orelha parar de arder. Assim você descobre o fofoqueiro maldito. Haha. Será? Se alguém tentar e der certo, me conte.

Ahhh quanta bobagem. Eu, cética de todo que sou, questiono toda e qualquer crendice popular que me falem. Tudo bem, até lanço mão de um ou outro bordão por simples força do hábito. A gente ouve aqui, quando vê está repetindo ali: cuidado com o gato preto! Não abra o guarda chuva dentro de casa! Quebrou um espelho, ihhh sete anos de azar, não passe embaixo da escada; Olha, não pode comer manga com leite... que meda.

O pior é que existem pessoas que acreditam piamente em tudo. Ok, vá lá. Boa sorte. Eu admito que acho, no mínimo, interessante. Diria até pitoresco. Faz parte da nossa cultura e passa de geração para geração. Entre verdades e mentiras, peneiro o que realmente acho válido. O resto, bom, o resto tira ao menos um sorriso do meu rosto. Não me deixo levar. Besteira. Nem que eu acordasse numa sexta-feira treze, chuvosa, com terçol, verruga, orelha escaldante, bolsa no chão, e um gato preto ao meu lado. Não me importaria. Que mané gato preto o quê, sou mais eu! - Dá licença, gato, sai do meu caminho que eu quero passar! E sairia feliiiiz, linda, loira e japonesa, provavelmente fazendo mil barbeiragens pelo trânsito afora.

Sem me levar muito a sério: Loirinhas, homens, barbeiros e barbeiras, grávidas, japas, verruguentos e gatinhos pretos, tudo é uma grande brincadeira!!

Segunda-feira, 29 de Dezembro de 2008

- FELIZ DIA 29 DE DEZEMBRO!


Mais um ano chega ao fim, e logo começam as retrospectivas, balanços e reflexões sobre os dias que se foram. Na cabeça novas metas, novas esperanças, um novo começo.

Me pergunto eu: o que de mágico acontece na noite de 31 para o dia primeiro? Acordarei mais magra? Mais rica? Mais feliz?

Passo o Natal alegre e contente e logo vem a tal contagem regressiva para o Ano Novo. Confesso que esse lance de Reveillon não me agrada muito.

Primeiro surge a preocupação onde comemorar, com quem, festa, ou viagem... tá. Decidido, é necessário comprar uma roupa branca, ahhhh, e calcinha rosa ou amarela, pois é de suma importância roupa íntima nova!! As recomendações: Olha, começa com o pé direito. E mais: tem que dar três pulinhos à meia-noite, comer doze uvas, lentilhas, colocar caroços de romã na carteira, folhinha de arruda atrás da orelha, tomar três goles de champagne e jogar o resto por trás do ombro direito, pular sete ondas,... Pera lá, pára tudo! Isso é uma comemoração ou uma gincana? Dá pra estender a lista pra próxima semana?. É pra curtir a festa ou pra pagar os pecados? Além de todos os rituais dos mais esdrúxulos, temos o compromisso de passar a meia-noite muuuuito felizes. Como não? Tem sim senhor, senão seu ano inteirinho será ruim. Hã?

As expectativas para o Ano Novo são as melhores. Ouço de tudo, entre metas que as pessoas juram que vão conquistar, ou promessas que juram que vão cumprir. São as famosas listinhas. Ano que vem vou fazer uma dieta rigorosa. Vou parar de fumar. Vou entrar na academia. Vou comprar um carro novo. Vou ser mais paciente. Vou me esforçar mais. Vou conseguir uma promoção. Vou ser mais econômico. Vou casar. Vou conhecer o amor da minha vida. Vou comprar minha casa. Vou viajar. Vou conquistar Dudinka!!! (quem já jogou War?).

Ninguém quer pouco não. Agora me diz... Por que esperar o ano que vem? Por que não correr atrás de seus sonhos desde HOJE? Agora!!! As pessoas que querem parar de fumar acham que a partir do dia primeiro surgirá um desejo incontrolável de largar o cigarro? Que vão ter nojinho? Ou que uma nova promoção virá por causa do carocinho de romã que guardou na carteira? Como assim???

Isso tudo soa para mim como a velha história de começar a dieta segunda-feira. Avaliar minha vida e saber o que faço ou tenho de bom ou ruim? Mudar? Melhorar? Ser mais feliz hoje? Ah não. Não tem horário livre na agenda pra esses dias, vamos marcar pro ano que vem? Dia 31 de dezembro eu juro que começo. Meia-noite em ponto!

Sábado, 20 de Dezembro de 2008

- SELOS

Sou meio novata nesse lance de divulgar meu blog, pois confesso que escrevo por puro prazer pessoal, A-DO-RO, e só bem recentemente resolvi passar a frente meu endereço e buscar visitas. Ando meio sem tempinho de escrever essa ultima semana, e não quero postar qualquer bobagem. Ou melhor, qualquer bobagem desinteressante... hehe.


Mas há alguns dias recebi dois selos, e vim aqui mostrá-los e agradecer. Nem sei bem como funciona, tem que indicar outros? Ai. Farei em breve...


Aqui vão:

Recebi o selo do Dário Souza, do blog Casablanca - Só o que importa (http://o-casablanca.blogspot.com/). Um blog sobre cinema, que eu volta e meia vou lá dar meus pitaquinhos, sejam sobre filmes maneiros ou horríveis... hehe, mas eu sempre tô de olho, já que tenho tido pouco tempo de ir ao cinema. Dário disse que meu blog é eclético e tem textos inteligentes. Uiaaa.






E esse recebi da Jessys King do blog: Somente idéias !!!!! Compartilhe seus pensamentos aqui.(http://jessykings.blogspot.com/), que é uma fofa, e vejo que sempre acompanha todas minhas divagações loucas por aqui.

Queridos, agradeço aos dois. Vocês me dão mais incentivo para escrever.

Beijos

Sábado, 13 de Dezembro de 2008

- ESPÍRITO NATALINO V


...vírgula, Espírito Natalino de blogueiro, né não?!! Hihihi

* Tradução: Eu costumava receber cartas... Agora só o que recebo são emails dizendo: Querido Papai Noel, veja meu BLOG!

Quinta-feira, 11 de Dezembro de 2008

- CONTOS DE FADAS ÀS AVESSAS


BEM VINDOS ÀS PARANÓIAS DO MUNDO MODERNO

Dizem que as mulheres são difíceis, complexas, emotivas demais e tal. Não nego, é verdade, mas vem cá... O que é a síndrome de Peter Pan que assola tantos homens? Arg. Odeio!

Que mulher amadurece antes, todo mundo sabe, legal, mas como explicar homens barbados de 40 anos achando que são garotões? Hump. Rasgos de irresponsabilidade, narcisismo, dependência, negação ao envelhecimento são alguns dos sintomas da síndrome de Peter Pan, termo psiquiátrico usado para descrever um adulto que receia os comprometimentos e/ou se recusa a agir conforme a sua idade. E está cheio por aí, né não?

Se ainda não moram com os pais depois dos 30 ainda (o que é muito comum), com certeza têm uma relação mais do que estreita com a mãe. Em pesquisas, descobri que grande parcela da culpa está no modo como foram criados. Mães que superprotegem, mimam, enchem de cuidados a ponto de evitar preocupações e problemas, sem dúvida estão criando futuras vítimas da síndrome. Ora vejam só!

Pior que isso, só o complexo de Cinderela, que infelizmente ainda atormenta muitas mulheres. Em geral também moram com os pais até bem tarde, e esperam príncipes encantados para regatá-las sei lá de quê. O objetivo é que um homem perfeito apareça para casar e ser feliz para sempre. Mas não para por aí, as mulheres que sofrem da “doença” além de acharem que existe um príncipe em um cavalo branco, elas esperam que ele apareça e resolva todos seus problemas, que cuide, proteja, e por fim negam suas próprias habilidades. Em geral negligenciam ou nem dão muita importância a vida profissional. É o medo oculto da independência. Péssimo também.

Dizem que hoje o índice de mulheres que sofrem Síndrome de Peter Pan está crescendo. Acredito. Mas ainda está looooonge de chegar perto do número de homens na Terra do Nunca.

Acho que nenhum deles se dá conta da problemática toda. Será que homens que relutam em namorar sério ou fogem de casamento, às vezes até já carecas e grisalhos, enxergam que isso vai muito além da almejada liberdade? E as mulheres que ficam a caça de um homem pra casar, pra tirá-las de casa, será que não vêem que isso é anormal, e que elas têm suas próprias pernas para correrem atrás do que querem da vida? Daí chego a seguinte conclusão: Divã para eles!

Mulheres a espera de algo externo para mudarem suas vidas? Os homens que esperam que NADA externo mude suas vidas?

Ô povo complicado!

Por isso que nunca dei muita importância a contos de fadas nem histórias infantis. Eu hein, tô fora de mané Peter Pan ou Cinderela. No máximo iria para o país das Maravilhas da Alice, onde o povo é muito doido e deve rolar umas festas pra lá de psicodélicas. Ou então iria fazer um lanchinho com a Chapeuzinho Vermelho na casa da vovó, torcendo para que o lobo mau aparecesse. Hehehe.

* Foto: Neverland (Terra do Nunca) versão Michael Jackson. Ui, que meda.

Quarta-feira, 10 de Dezembro de 2008

- PORNÔ SIM, PORQUE NÃO?

Outro dia ouvi de uma mulher de trinta e poucos anos que ela nunca tinha assistido um filme pornô. Como assim?? Tudo bem, dizer que não gosta, mas nunca ter visto? Eu confesso que a-do-ro. Tanto que até fiz assinatura em casa. Mas gosto é que nem bunda, né? Cada um tem o seu.

É engraçada essa discrepância entre homens e mulheres. Du-vi-do que exista algum homem de 30 anos que nunca tenha visto. Mais fácil achar piolho em careca. Homem é mais visual, mulher mais auditiva. Tudo bem, tudo bem. É verdade. Talvez seja por isso que revista de homem pelado não funciona com a gente, só com os gays. Mas vai dizer que um bom pornô não excita?

Já ouvi opiniões femininas totalmente inapropriadas ao tema. Em conversa com uma amiga uma vez, ouvi o seguinte comentário. “Não gosto de pornô. Os filmes não têm roteiro nenhum, não tem história.” Hã??? Como assim??? Se for pra assistir filme com roteiro bom, certamente não vou procurar um filme com atores de 5ª categoria, pelados, e preocupados em manter a ereção. Peloamordedeus. E eu lá quero saber de história em filme pornô? Quero mais é ação.

Daí uma vez em casa, com amigas, uma comentou.”Ah, a Dani tem assinatura de pornô.” “Tem? Eu nunca vi direito, deixa eu ver??...” Nesta ocasião éramos umas cinco amigas. Todas se arrumando pra night. Uma saiu de fininho pra sala, constrangida. Outra ficou no quarto, mas arrumava desculpas pra se movimentar pra lá e pra cá procurando escova de cabelo, maquiagem, tudo para tirar os olhos da TV e para não se mostrar desconfortável com situação. As outras duas comentavam... “ih, que calcinha feia.” , “Ah não, olha a cara dele!”, “ Ih tem mais? Hahaha.” E os comentários mais esdrúxulos e engraçados surgiam um após o outro. Eu fiquei na minha. Já estou mais que acostumada a assistir. Bora sair? Acabou a festa! Assistir pornô com amigas era a última coisa que eu queria na vida.

Aí outra vez uma amiga teve que dormir aqui em casa, nem me lembro porque. E quando deitamos, ela vira e me fala: “Posso colocar um pouquinho no pornô? Poxa, não tenho oportunidade de assistir quase nunca...“ Importante ressaltar aos maldosos, que não é lésbica não, muito pelo contrário: saidinha e gosta muuuuito de homem. Ela só queria espiar mesmo. Saco. Falei irritada. - Ahhh não, pô. Sem noção!! Vamos ver qualquer outra coisa. “Ah, Dani, deixa, só um pouco.” Saaaaaco. - Tá bom, pode ver. Virei pro lado e fechei os olhos. Fui dormir. Filme pornô só muito bem acompanhada, e por MACHO, claro... ou sozinha.

Em geral o pornô faz sucesso em casa. E a tal a assinatura, como vocês viram, rendeu foi papo. Mas sempre existem as exceções. Uma vez rolando rock’n’roll fui lá e CLIC, liguei a TV. Fafadinha. O cara virou disse que não gostava. Como assim??? Disse que não tem graça, que ao vivo era muito melhor. Sim. Mas a gente estava ao vivo e ainda com recursos visuais, tem melhor? Nem virou pra TV, se fez de rogado. Tá bem. Nessas horas vou discutir? Nada. Depois descobri o motivo... pirulitinho. Hehe. Acho que o filme o intimidava. Só pode. Porque foi o único ser masculino da terra que ouvi dizer que não curte. Enfim...mas não estou aqui pra falar da minha vida sexual!

Soube de outros casos que a tal assinatura pornô também repercutiu comicamente. Uma amiga uma vez teve problema com a TV a cabo. Qual canal não estava funcionando? O tal. Contatada a empresa, uma visita se fez necessária. Depois de consertada, os técnicos a chamaram para conferir se estava tudo ok. Maior sexo rolando na TV e ela, com uma cara super séria, falando com o técnicos: ok, está tudo ótimo. Dispensou rapidinho. “Que vergonha!” Hahaha. Vergonha mesmo. Ainda bem que nunca tive que passar por isso.

Quem tem pornô em casa, às vezes se pega que nem Big Brother. Assistindo sem querer. A TV fica lá, ligadona. E ao zapear, sem sentir, volta e meia damos uma paradinha no canal. Só pra espiar. Costume. Só quem tem sabe o que eu tô falando.

Para os que não têm, sempre existe a opção dos pornôs chiques que rolam na madruga. Claro que não é a mesma coisa. São casais simulando, muito ligh, um sexozinho básico, mostrando, no máximo, um peitinho. Mas dá pro gasto. É o que você consegue de graça.

Os homens ainda podem clicar no Multishow depois da meia noite pra ver aquelas mulheres de lingerie ou peladas, se esfregando em danças ridículas. Parece que isso os excita. Arg.

E sempre teremos a Internet, que é um prato cheio: Redtube, Pornotube, pornoseiladasquantas.com. Sites para todos os gostos. Como assim 30 anos e nunca ter visto? Tô passada! Mulheres, por favor, um passo a frente!

Terça-feira, 9 de Dezembro de 2008

- ESPÍRITO NATALINO IV


Segundo diria uma amiga: Que fafadinha essa rena.

Domingo, 7 de Dezembro de 2008

A CUCA FOI PASSEAR E ELVIS NÃO MORREU



Hoje à tarde deitei na rede da minha varanda, meio sonolenta, sem fazer nada, só ali balançando, quando de repente, crianças no prédio vizinho me chamaram atenção: CRÉÉÉÉÉU, CRÉÉÉÉÉU, CRÉÉÉÉÚ, cantavam. Deviam ter entre sete e dez anos. Como assim? Isso lá é música pra criança cantar? Além de passada (porque já deu o que tinha que dar, né?), é uma indecência... E a dancinha então?? Creeeeeeedo.

Não sou pudica, nem conservadora, e longe de ser puritana, mas ninguém merece. Nesta idade eu ouvia Blitz, e cantava letras inocentes como Ridícula ha ha yeah, ou você não soube me amar! Ou pelo menos dançava ao som de músicas com um groove melhorzinho como Billie Jean do Michael Jackson. Entendo que quando novinhos não temos muito discernimento, e o gosto varia de acordo com o que se ouve em casa, na escola ou entre amigos. E imagino que seja difícil “blindar” os filhos contra a imensa quantidade de lixo e gêneros musicais paupérrimos que se ouvem por aí. Mas confesso que ver um bando de meninos felizes cantando créu me deixa super hiper desolada.

Sou bem informada musicalmente, busco sempre novidades. Gosto de jazz, salsa, blues, eletrônico, rock/ pop, até rock pesado, e quando tiver filhos, espero que eles corram de funks apelativos, axés, pagodes e sertanejos assim como eu. Mas vai saber...

E então quando já estou achando que o mundo chegou ao fim, e as novas gerações estão perdidas, descubro uma luz no fim do túnel! No jornal acabo de ler que foi lançada uma coleção de músicas pop/rock para bebês. Agora as crianças podem ser embaladas a um som light de Rolling Stones, Beatles, Pink Floyd, Elvis Presley e Madonna. AMEI!

Ao invés de submeter a criança ao terrível canto do boi da cara preta, ou ameaçar que a Cuca vem pegar, pais e filhos podem curtir juntos uma versão naninha de Wish you were here, Angie ou Love me tender. Isso mesmo. Podemos doutrinar o ouvido do bebê desde o berço, olha que maravilha.

Os cds são baratinhos, custam entre 10 e 15 reais, e parte do dinheiro obtido com as vendas será destinada ao INCA, mais especificamente à área infantil. As capas são fofas, pois foram desenhadas especialmente por crianças da instituição.

Agora só resta esperar que o projeto seja um sucesso e que apareçam outras edições, quem sabe com músicas do AC/DC, Lenny Kravitz, Metallica, Jamiroquai, ou Jack Johnson... hehe.


Coleção Para bebês, gravadora Coqueiro Verde

Quarta-feira, 3 de Dezembro de 2008

- ESPÍRITO NATALINO III

Sexta-feira, 28 de Novembro de 2008

- ANGÉLICA EM NEW YORK


Passar umas feriazinhas em NY nunca é demais. Seja para passear, para comprar, ou apenas para curtir a cidade onde tudo acontece. E acontece meeesmo. Me sinto no centro do mundo, em uma verdadeira e imensa babilônia cosmopolita.

Alguns me disseram antes de eu vir: “ Vai logo agora? Vai pegar maiooor frio.” Frio em NY, qual o problema? Humpt. Um ótimo motivo para tirar os casacões, cachecóis e todos os lindos acessórios de inverno do armário e levá-los para dar uma voltinha pela 5a avenida. Tá, meu bem?!

Entao cá estou eu, alienada da crise econômica que assola o mundo, imersa em compras, shows, jantares e passeios a pé no meio da noite, sem mesmo ligar para o termômetros que marcam menos cinco graus. Feliz da vida.

Nao nego minha paixão pela cidade, amoooooo, mas confesso que meu amor não é cego. Vejo a cidade insuportavelmente apinhada de gente, num frenético empurra empurra no meio da rua: Sorry, sorry, Uh, sorry. Simpatia limitada e regras levadas à risca, mesmo que sejam absurdas ou injustas. Stay behind the green line... Ha? Comigo? Sim, eu esperando solita uma cabine para experimentar uma roupa, num corredor enorme, a um passinho na frente, sem ninguém atrás de mim. Ok, vou aguardar atrás da linha verde, a 20 centímentros de distância conforme solicitado. Oh, que diferenca. Mc Donalds com aspecto sombrio e sem-tetos dormindo tranquilos sentados à mesa, ou lendo jornais velhos, sem serem ao menos percebidos pelos funcionários. Camelôs e camelôs enfileirados na Broadway vendendo bolsas fakes para turistas tabajaras. E zilhões de taxis e buzinas num trânsito caótico. Ainda assim, amooo NY.

Em meio ao glamour, às artes, e as compras na 5a avenida, ao invés de me sentir Carrie em Sex and the City, acabei me tornando Angélica em seus piores tempos, bem antes de Huck, Joaquim e Benício. E vida de Angélica não é fácil. Quando a perna cansa das longas distâncias, ou o frio aperta, nao há outra alternativa a não ser os famosos amarelinhos. Vou de táxi, você sabe...

Mas o que deveria ser uma solução, acaba se tornando uma tortura por aqui. Ou melhor, uma saga. Primeiro conseguir pegar um táxi livre na rua é quase uma loteria. Dificil mesmo. Aliiii, Sinal com a mão. Cheio. Aliii, sinal com a mão, tem gente. Ai. Dia de chuva esquece, e coloque as pernas para trabalhar. Enfim, depois que finalmente um infeliz aparece livre, comeca a tal triagem. O motorista precisa saber saber se a direção que queremos ir interessa ou não. Pensa que é facil? Nada, o quão longe voce quer ir? Daqui a onze quadras apenas!! Ah, tá. Ainda temos que tocer para ele querer nos levar. Se eu tivesse no Rio e estivesse na zona sul, nunca que conseguiria alguém pra me levar na Barra. Dureza.

Ahhh, e voce acha que acabou? Não respire aliviado ainda. Depois de conseguir finalmente sentar, ligue a tecla SAP, porque entender o que eles falam é pior do que vestibular . Em rápida pesquisa descobri os motoristas dos cerca de 12 mil táxis que rodam a cidade, advém de 85 países diferentes. Agora você imagina a diversidade de sotaques... Hã?? Sorry. Hã??

Pronto, direção informada, feliz a caminho do destino. Vale conferir a rota atraves do GPS, dar olhadinha no canal NY taxi TV, ou pegar dicas na tevezinha... "Chegamos!" - Onde?? é ali na frente. "Não, eu vou virar aqui, pode descer." Como assim???? Até na rua de trás ja fui largada cheia de sacolas em dia de chuva. Pois é, eles te largam peeeerto do endereco que você deu. Onde convém. E não há santo que os faça ir ate a próxima quadra pra te deixar na portinha do hotel. Aqui tá bom, decide ele. Ok, nem discuto mais. Antigamente ainda me dava o trabalho de chamar um ou outro de preguiçoso, que fazia o servico pela metade e blábláblá. Mas de nada adianta, é comportamento padrão. Vão te largar onde eles querem, quer você queira ou não. Como todas as cidades tem seus prós e contras, sinto falta dos meus queridos mal educados e babeiros taxistas do Rio. Ao menos eles me deixam na porta de casa.

Fora o meu embate diário com os taxistas, já lamento ter que ir embora em breve. Assisti a parada da Macys, fiz meus devidos agredecimentos hoje, dia de Thanksgiving. Assisti a mais uma peça da Broadway, jantei fora e decidi... Amanhã vou sair a pé e curtir meu dia de Carrie, porque mais um dia de Angélica, ninguém merece!
PS. Morta de sono, depois de longo dia, e ainda consigo tempo e disposição para escrever aqui. Tava devendo uma postagem, né?

Segunda-feira, 17 de Novembro de 2008

- WOMEN RULES


Conflitos entre homens e mulheres vêm desde Adão e Eva. Dizem que Eva persuadiu Adão a roubar o fruto proibido, e então os dois foram expulsos do paraíso. Culpa de quem? Boa pergunta. Homens e mulheres se complementam desde a criação, assim como também se desentendem desde sempre. Mas depois de tantos anos já não era sem tempo de haver uma harmonia?

Nada. Por incrível que pareça, até hoje um não sabe ao certo o que o outro não gosta. Talvez a graça da relação esteja aí. Do lado feminino, defendo: tudo bem que a maioria das mulheres nem sabe ao certo o que quer, mas certamente todas sabem o que NÃO querem.

Andei conversando com umas amigas, junto com experiência pessoal, cito aqui alguns exemplos de fatos que os homens já deveriam estar carecas de saber, e até hoje não aprenderam...

Cuecas: por favor... brancas ou pretas, no máximo rola uma cinza.

Atraso: fale o quanto esta atrasado. Não diga que já está chegando. Arg, mania horrível de homem... será que vocês ainda não captaram que um simples telefonema de satisfação do porque do atraso já ameniza em 90% nossa irritação?

O dia do chopp ou futebol com amigos é sagrado, ok. Respeitamos, mas saibam: claro que não gostamos! E um dia isso virá à tona.

Tá perdido? Pára, pede informação na rua. Não dói, e nós odiamos ficar rodando com o carro até o bonitão se achar. Saber o caminho não torna o homem mais másculo ou sei lá o que passa na cabeça deles nesta resistência absurda em pedir ajuda.

Se vai levar para sair, seja decidido. Pensei em tal lugar, vamos?? Não fique perguntando, aonde nós queremos ir. Mulher ooooodeia isso. Se não gostarmos da sua sugestão, não se preocupe que daremos um jeito de mudar. Mas não jogue a bola na nossa mão. O que você quer fazer? O que você quiser.... ain, péssimo! Gostamos de homens de atitude!

A falta de elogio é outra coisa que acaba com a gente. Se comentarmos que vamos ao salão, ao nos encontrar, elogie. Você pode nem saber o que fomos fazer lá, então chute: você tá boniiita. Serve.

Falar de maquiagem e compras é tão natural para nós, como para vocês é falar sobre futebol. Então não revire os olhos e fale que somos muito consumistas... vocês não assistem o jogo em paz? Então nos deixem falar sobre a nova blusinha ou sobre o creme anti sei la o que em paz também.


Quando reclamamos de algo do trabalho, ou de alguém, não falamos para ouvir soluções ou opiniões de como devemos agir. Que péssima mania que homem tem de querer consertar tudo. Não queremos que resolva nada, é obvio que já sabemos o que vamos fazer. Só queremos falar. É difícil?


E é claro que não suportamos quando vocês viram para olhar uma mulher gostosa passando. Ora, precisa mesmo? Grrr. E quando a mulher passa, tenha certeza que estamos de olho na sua reação. Não olha, não olha!!


Dentre tantas outras coisinhas, no fundo eu acredito que os homens têm plena consciência do que nos irrita... Não é possível. Se bem que ao pesquisar, ouvi de uma amiga que ela adorava uma cueca de porquinho que o fulano tinha. Sério? “Sim, era samba-canção da Ralph Lauren...“ E aí? Pra mim e pra todas que perguntei, broxante. Pra ela não. E como pra toda regra há sua exceção, lá foi uma.

Ainda vou escrever um post sobre o que as mulheres fazem, e que os homens não gostam. Se homens são de Marte e mulheres de Vênus, nós dois sabemos que o ticket de ida e volta da espaçonave é mais barato. É o famoso toma lá, dá cá.

Quinta-feira, 13 de Novembro de 2008

- ESPÍRITO NATALINO II


PS. E a rena bizoiuda de enxerida tb?! haha

Terça-feira, 11 de Novembro de 2008

- HEI, VOCÊ AÍ, ME DÁ UM DINHEIRO AÍ....


Quando saio de casa, a ida ao trabalho é um verdadeiro rally. Além do trânsito caótico que enfrento todos os dias, são ruas esburacadas, motoristas mal educados e barbeiros, pedestres atravessando no meio da rua, e os malditos sinais de trânsito que trazem um batalhão de gente batendo no meu vidro.

Aqui no Rio todos andam de vidros dos carros fechados. Ar-condicionado em carro não é luxo e sim condição sine qua non. Parte porque faz um calor infernal, e precisamos nos refrescar mesmo, mas em grande maioria os vidros ficam levantados por medo à violência e para evitar abordagens no meio da rua. Quando falo em abordagens, não são poucas não... são pedintes, vendedores de rua, artistas autônomos, prestadores de serviços (leia-se limpadores de vidros), deficientes ou doentes, “entidades”filantrópicas pedindo doações, entregadores de propagandas e em quantidade ínfima, os tais ladrões.

Eu tenho por política pessoal não dar esmolas. Não acho que vá efetivamente ajudar a pessoa, muito menos quando é criança. Já ouvi e vi essas tais crianças pegarem o dinheiro e irem direto consumir drogas, ou darem a alguém que os está pagando para prestar este serviço de criança-carente-pedinte-em-sinal.

Quando não é criança, pior ainda, ao invés de pedir, deveria estar procurando um emprego. Porque emprego todo mundo quer, mas trabalhar já são outros quinhentos. Soube que no sinal perto da minha casa os pedintes chegam a ganhar MIL reais por mês. Dado oferecido pelo dono da banca de jornal próxima, que troca diariamente o dinheiro para eles - pega os trocadinhos e troca por notas maiores. Vejam só. Profissão pedinte. E o salário mínimo é quatrocentos quinze reais.

Então em meio à milhares de abordagem no carro, eliminei os pedintes e artistas tabajaras com bolinhas de tênis, porque cá pra nós, qualquer um faz aquilo. E eu não sou pai de pançudo! Próximo!

A vez dos vendedores ambulantes. Primeiro aqueles que penduram as balinhas no nosso retrovisor com maior cavalice e pressa. Odeio. Não quero balinha, nem amendoim, nem nada. E então vêm os caras dos carregadores de celular. Num queeeero. Daí tem o moço do biscoito o Globo, da água, dos brinquedos de crianças, do jornal. Não, não. Próximo!

Ahhh e então aparecem os malditos limpadores de vidros. Como sou relapsa, e meu carro sempre está pra lavar, sou um prato cheio! Óbvio que eles vêm direto esguichando aquela água suja de esgoto com sabão vagabundo no meu vidro. Não quero, nããão, já foi. Ligo o pára-brisa, e ainda tenho que aturar o infeliz batendo no meu vidro querendo dinheiro por uma coisa que eu nem pedi e ainda por cima largou pela metade. Fala sério. Próximo!

Daí vêm aqueles caras vestidos de palhaço pedindo dinheiro sei lá pra onde, pra ajudar as criancinhas sei lá de que. Balela, né? Mas já comprei uma vez um nariz vermelho e um dentinho de plástico para não me perturbarem mais. E aí quando algum deles aparece, já mostro meu kit-palhaço comprado. Palhaça eu, né? Próximo!

A vez dos entregadores de panfletos. Lançamentos de apartamentos, Lavo seu tapete, promoções de supermercados... ain. Não querooo. Confesso que uma vez fiquei intrigada, pois tinham umas meninas entregando um panfletinho, e bem pularam meu carro. Como assim? Eu não quero, mas o que é hein? Haha. Depois descobri que eram propagandas de termas aqui na Barra, e só entregam para homens. Ah tá. Não quero mesmo. Próximo!

Já para deficientes físicos, eu me rendo. Às vezes não há alternativas para eles mesmo. Tem um moço que fica num sinal da Lagoa que não tem um braço de um lado e uma perna de outro. Esta sempre lá, pedindo, sorrindo e tal. Eu às vezes dou, outras não, pois passo ali todo santo dia, e se der sempre, melhor seria assinar logo carteira e dar um salário. E eu não tô podendo, pena. Próximo!

Opa, agora é a vez dos ladrões. Bom, estes nunca deram as caras, e por incrível que pareça nunca me abordaram em sinais. Ainda bem!

Descobri que no final das contas, o trânsito nem me estressa tanto assim. Vou ouvindo minha musica alta, cantando alegremente e seguindo meu rumo. Mais alegre seria se não tivessem pessoas de tempo em tempo invadindo a privacidade do meu veículo! Enfim.. infelizmente não tenho muito o que fazer. Só me resta dizer: E lá vamos nós... próximo!!

PS1. Quem não conhece este vídeo do Mundo Canibal: O dia em que a terra parou, por favor, não deixe de ver!! Muito engraçado e tudo a ver com o post!






Ps 2 de velhotinha, porém esclarecedor e necessário: Gostaria de deixar registrado que não sou contra ajudar os mais necessitados. Eu faço a minha contribuição para entidades carentes com regularidade. Mas acredito piamente que ao dar dinheiro na rua, a pessoa está sim prejudicando a sociedade. Contribua de forma consciente!

Domingo, 9 de Novembro de 2008

- ESPÍRITO NATALINO


PS. Sem tempo...ain!

Terça-feira, 4 de Novembro de 2008

- PERDIDOS NO TEMPO


Às vezes penso no tempo que passo em frente ao computador. Estou perdendo tempo ou ganhando? Não sou viciada, mas confesso que várias coisas da minha vida dependem da web. A começar pelo trabalho, emails, reservas, contato com os funcionários, captação de clientes... essas coisas. Mas isso é necessidade, quero falar do lado fútil.

Eu consulto tudo na Internet. Tô com fome, vou pedir delivery: Internet. Onde fica mesmo a rua tal? Internet. Ih, será que está trânsito para tal lugar? Internet. Preciso falar com fulana, vou ligar, pera... deixa eu ver se ela ta on line. Internet. Preciso pagar minhas contas. Internet. Quem é o tal ator? Não lembro. Internet. Quanto tá o dólar? Internet. Noticias gerais e banais... Internet.

A Internet veio para agilizar nossa vida. Mas vocês já repararam quanto tempo perdemos ligados ao monitor? Antigamente tudo era mesmo demorado, pois o acesso era discado, e demorava uma vida para ir de uma página a outra. Baixar algum vídeo ou música então... ficava por horas, e ainda com o risco da linha cair bem no final.

Hoje todos têm a acesso rápido, computadores mais avançados e em um minuto rodamos o mundo na ponta dos dedos. Sobra mais tempo? Nada. Começamos checando emails, depois pesquisamos alguma coisa, daí a navegação passa pra outro assunto, uma coisa leva a outra... e quando vemos, já se passaram duas, três horas.

Outro dia entrei num site super bacana, chamado faceinhole.com, que você faz montagens de fotos com personagens de filmes, capas de revistas, desenhos e tal. Pronto. Fiquei sei lá rindo e me divertindo colocando minha cara no filme Conehead (aquele filme das pessoas de carecas de cabeça pontuda), foto dos meus amigos dançando lambada, voando como o E.T. e etc... tudo super útil. Quanto tempo perdi nessa historia? Hooooooooooooras. Como se eu não tivesse nada mais importante pra fazer! E tenho, MIL.

Navegar por notícias, youtube, blogs, e assuntos diversos também atraem minha atenção por muito mais tempo do que deveriam. Sem falar do MSN. Como tudo isso atrasa minha vida!! Atrasa no sentido literal. Estou sempre atrasada para meus compromissos.

Tenho amigos que passam o dia falando comigo na Internet. Imagino como seja a produtividade no trabalho. Vi numa pesquisa que o brasileiro gasta em média seis horas semanais navegando no trabalho em sites de interesse pessoal e não profissional. Em geral estão fazendo buscas inúteis ou batendo papo. Imagina o quanto não se perde, falando em termos de dinheiro?

Eu defendo que as empresas devam ter políticas de acesso durante as horas de trabalho e deixar a navegação livre em horários de almoço e pós-expediente. Convenhamos, é o certo, né?! Na teoria sim, mas na prática ninguém gosta e não é o que se vê. Quando há restrições, logo logo o funcionário arruma uma maneira de burlar o veto, e lá este ele, felizão, conversando no webmessenger, acessando emails, navegando pelas mais diferentes futilidades. Não condeno, força do hábito.

Eu tenho sorte de ser dona do meu próprio negócio. Tenho liberdade de horários, não devo satisfações a ninguém e não preciso navegar escondida. Mas será mesmo uma vantagem? No final das contas, eu também deveria estar sendo mais produtiva, e o boicote é ainda pior, pois o próprio patrão está ciente. Eu mesma!

Meus pais são de outra geração e quase não usam Internet. Acham tudo demorado, tem que sentar, ligar o computador, aí ver sei lá o que...iiiih, demora muito. Como assim? É um segundinho! Sim, mas nós, usuários, não nos damos conta que esse segundo num piscar de olhos passa a horas. Começo a achar que meus pais estão certos. Como a Internet é demorada!
PS. Vc tá lendo este post de casa ou do trabalho, hein?! Rsrsrs
PS2. Óbvio que já tô atrasada, pq tô aqui escrevendo no blog!!

Domingo, 2 de Novembro de 2008

- REUNIÃO DE CALCINHAS

Quando comecei o blog, confesso que foi mais para suprir uma carência pessoal. Uma vontade de extravasar meu lado criativo, afinal, sou jornalista e sempre amei escrever. Daí comecei a gostar da brincadeira, e comentei com uma ou outra pessoa. E aumentou a vontade que o mundo leia minhas opiniões. É tão bacana!!

Então, como já falei aqui, várias amigas começaram a ler com assiduidade, e demonstraram o desejo de também escrever, mas com inúmeras desculpas: não dá por isso, por aquilo... E a cada post um novo comentário, ah, Dani, queria escrever também... gosto tanto!

Como eu tenho pânico de olhinho (hahaha), criei um novo blog para dividir com minhas amigas: REUNIAO DE CALCINHAS! Uma sala de estar virtual, onde debatemos assuntos dos mais diversos.

Sei que inveja é branca e boa, não faz mal... mas uma vez quebrou minha pulseira. “Que pulseira liiiiiiiiiinda.” Eu juro, meia hora depois pluft, a pulseira quebrou. Hahaha. Toda vez que essa minha amiga elogia alguma coisa, eu já penso comigo: Ui. Que meda!

Como é melhor evitar do que remediar, nasce um novo blog! E tirem o olhinhuuu do meu, meninas. Ops, tirem não, podem continuar vindo, visitando, lendo, comentando. Vou adorar!

PS. Como de ontem pra hj já estou com novo post - este de divulgação das calçolas, quem não leu o post anterior, pls, leia. Preciso de apoio em minha indignação... hehe. Bjus

VISITEM: http://reuniaodecalcinhas.blogspot.com/

Sábado, 1 de Novembro de 2008

- ESPÉCIE EM EXTINÇÃO


Outro dia navegando passei por um blog tosco, onde o cara dava dicas de como conquistar e tratar uma mulher. Não era de humor não, era sério mesmo. Don Juan está dando conselhos sentimentais e não sabíamos. Será que montou um consultório?

Dentre vários temas absurdos, o post que li, dizia que homem NÃO deve pagar a conta. De jeito nenhum! Deve sim, dividir desde o primeiro encontro, e de preferência, se tiver uma oportunidade, pedir para a mulher lhe pagar uma bebida. Como assim???

Sou daquelas que acha que homem, sim, tem que pagar a conta. Pelo menos nos primeiros encontros. Não precisa levar num restaurante chique, se não tem condições. Acho que deve levar num lugar condizente com o bolso e fazer a gentileza de pagar. É uma gen-ti-le-za, e aceitar não é abuso. Depois de um tempo, dependendo das condições, não há nada demais em dividir. É necessário avaliar as circunstâncias. Às vezes a mulher ganha mais que o cara, ou então ganha a mesma coisa, e realmente seria até feio ficar aceitando que pague sempre. Mas somente o tempo e a intimidade criam a abertura para haver este tal consenso. Neste ínterim... Não tem jeito, tem que abrir a carteira mesmo.

Segundo o fulano do blog, ainda, se o cara leva a mulher nos primeiros encontros em lugares caros, vai se lascar quando contar a verdade e dizer que não pode ficar bancando. Meudeus, que pessoa é essa? Além de canguinha e mal educado também é mentiroso? Onde está implícito que os primeiros encontros devem ser em lugares caríssimos e a pessoa deve mostrar um padrão além da própria realidade?

Pára tudo. Tudo errado. Tenho pena dos homens que lêem o blog desse infeliz. Pior se ainda acham que vão se dar bem. Eu li, e revoltada, quase deixei um comentário malcriado. Mas não vale a pena. Do jeito que parece ser, iria querer sair no braço. De igual pra igual.

É claro que a mulher lutou para conquistar seus direitos, mas delicadeza, polidez e respeito não têm época e não tem nada a ver com igualdade. Quem não gosta de ser bem tratada? Mulher é sexo frágil sim. É mais sensível, em geral mais emotiva e tem menos força física. Normal. E é obvio que a mulher pode fazer tudo que o homem faz. Inclusive pagar a conta, mas e onde fica o cavalheirismo? Morreu junto com os direitos de igualdade?

Aparentemente para o tal blogueiro, sim.

Olha, eu me viro muito bem sozinha. Sou independente, bem resolvida, troco a lâmpada se precisar, uso a furadeira, conserto coisas, carrego minhas sacolas pesadas, discuto pelos meus direitos, falo grosso quando necessário, mas ainda sim sou mulher, feminina e adoooooro quando um homem está por perto, e pode fazer essas coisas por mim.

Tem coisa melhor do que um homem dar o braço e apoio, quando estamos com o salto muito alto? Ou quando abrem a porta ou puxam a cadeira? Ou quando cedem o casaco, porque está frio? Ou quando pagam a nossa conta? Não, não tem. Qualquer mulher se encanta com um cavalheiro. Isso se chama educação, e não sexismo nem nada parecido.

Em situações diversas, eu também faço a minha parte. Cedo meu lugar para idosos, pago a conta quando convido alguém para almoçar, apanho algo na rua, se alguém deixa cair. São regras de cordialidade, de boas maneiras.

Sei que é difícil acompanhar a evolução da mulher na sociedade. Queremos igualdade, mas não em tudo. Somos fortes e independentes, mas ao mesmo tempo somos frágeis e queremos um “protetor”. Queremos um homem gentil, porém firme; sensível e ao mesmo tempo másculo, que nos ouça, mas que também fale; que não seja machista a ponto de não querer dividir a conta, mas também não seja pão-duro e pague a conta inteira mesmo assim. Somos complicadas, eu sei. E não sou expert no assunto. Mas um gentleman sempre será unanimidade.

Quando vejo blogs como o do tal Don Juan, me decepciono com os homens que estão por vir. Será que já não se fazem mais homens como antigamente?

Ps. Claro que, assim como existem os mal educados, existem as aproveitadoras. Não há cavalheirismo que resista a uma mulher abusada. Mas neste caso, ao invés de deixar a cordialidade de lado, deixe a mulher. Ela sim, provavelmente não vale nem uma conta rachada.
Ps2. Sei que rolou uma curiosidade sobre o blog do Don Juan de araque, mas eu realmente nem sei mais o endereço. Minha indignação não me deixou ter o trabalho de guardar.

Quarta-feira, 29 de Outubro de 2008

- A PRIMEIRA IMPRESSAO É A QUE FICA?


Sou muito intuitiva e tem gente que não gosto de cara. Em geral, com o tempo, vejo que raramente me engano. Não é certo julgar as pessoas pela aparência, mas vai dizer que não funciona assim? E quem não concebe pré-julgamentos ao primeiro olhar, que atire a primeira pedra!

Primeiro reparamos o look em geral. Depois a roupa, o jeito de falar, de se comportar e tal. Têm pessoas que vão mais a fundo: dizem que o sapato revela muito sobre a personalidade, o estilo, o gosto, a classe social. Bom, é verdade que muitas coisas podemos perceber com um olhar mais atento.

Em geral quem usa muito tênis, busca conforto, tênis All star, para quem é descolado, e que finge não estar ligando para moda, sapato de bico fino, provavelmente uma mulher executiva ou mais fresca, rasteirinhas para as práticas e vagando por outras categorias ainda têm os sapatos sujos, para quem não é cuidadoso, sapatos de baixa qualidade, provavelmente para quem não tem muito dinheiro, sapatos impecáveis, para quem tem um quê de perfeccionismo e sapatos medonhos para quem com certeza tem mau gosto. E algumas vezes o sapato é até bom e bonito, mas nem um pouco condizente com o local e ocasião, então podemos arriscar que a pessoa não tem um bom discernimento. E por aí vai.

Pensando bem um olhar clínico descobre vários poréns. Não que seja a impressão certa, mas grande parte da personalidade pode realmente ser descoberta através dos pés.

Mas e se você é pego num dia desprevenido? O sapato abriu na frente justo naquele dia, ou o salto lascou na calcada, ou na pressa não achou o par desejado e foi com o primeiro a mão, pois estava atrasada. Ou você se arrumou para ir para um jantar chique e acabou a noite num barzinho chulé da Lapa, com salto finíssimo em meio aos paralelepípedos? Imprevistos acontecem.

Eu mesma já tive meus dias de maus sapatos.

Uma vez fui à academia e peguei um tênis antigo, porém ainda novinho e de marca boa, eis que me surpreendi descalça, andando sobre o chão com minhas meinhas. O solado do tênis simplesmente soltou, praticamente se desintegrou. Descalça pra lá e pra cá, ainda fui à lojinha da academia buscar um tênis inflacionado em 200%, mas para a minha falta de sorte, não havia o meu numero. Só uma tal chuteira. Me recusei. Ainda descalça, ou melhor, de meias, andei um pouco pelo shopping para buscar um sapato para mim e a única loja que achei era uma de sapatos finos. Agora imagina eu com roupa de ginástica e de salto fino? Mais ridícula impossível. Me recusei. Sem muita alternativa, e sem poder malhar, me resignei, paguei o estacionamento e fui para casa.

Tenho acho que cerca de 80 pares de sapatos, contando sociais, de salto fino, de salto anabella, salto médio, rasteirinha, botas, tênis, chinelinhos e afins. Realmente não sei se isso é muito ou é pouco. A relatividade depende do ponto de referência. Agora me diz... que impressão eu passei para quem me viu justo neste dia, no estacionamento do shopping apenas de meias, e já imundas a esta altura do campeonato? Como me julgariam?? “Ah, olha ali uma louca resolveu sair de casa de meias. E a coitada, ainda é uma porca, olha a cor da meia dela!!”Enfim, eu estaria lascada.

Madonna usou semana passada um sapato com salto em forma de revólver. Foi na mesma semana que estava sendo divulgado o seu divórcio. Seria ela uma pessoa vingativa?

E Imelda Marcos, ex-primeira dama das Filipinas, era famosa por seus mais de 3.000 pares de sapatos. Podemos julgá-la extravagante e fútil?

Zeca Camargo sempre aparece com sapatos hiper diferentes e coloridos. Seria ele gay por ser fashion?

Eu, no meu dia de cão, descalça no meio do shopping, seria uma mendiga perdida na rua?

Depois dessa, revi meus conceitos. Não vou deixar de ter meus julgamentos à primeira vista... Tá doido? Não sou santa e nem de ferro. Mas agora, além de avaliar os sapatos, vou ser mais cautelosa sobre o contexto geral. Hehehe. Nem sempre é o que parece ser. Ou é. Ainda bem que minha a intuição me ajuda.

Segunda-feira, 27 de Outubro de 2008

- PROMESSA É DÍVIDA. CADÊ?


Eleições definidas, novos prefeitos e vereadores. Agora só nos resta esperar e aguardar o que será cumprido. Dizem que promessa é dívida. Haha, acho que isso não é muito problema para os políticos. Mas enfim... Sejamos otimistas.

Eu não faço promessas. Parte porque não acredito, mas a razão mesmo é porque eu tenho certeza que não vou cumprir. Então nem arrisco. Vai que a parada se reverte contra mim? Sei lá. O máximo que me dou ao luxo é dar os três pulinhos para São Longuinho... eu realmente preciso dele quase que diariamente, e afinal de contas saltitar três vezes não dói.

Normalmente quem promete, oferece algo em troca. Mais do que justo! Mas não se vê realmente grandes sacrifícios. Hoje as pessoas ficam sem fumar por um mês, ficam sem tomar coca cola, comer chocolate ou coisas assim. Mas isso é realmente sacrifício? Vale o quanto pesa? Então assim, se eu conseguir tal emprego, não como chocolate por um ano. E Deus com isso? E o Santo? Vão pensar o que? “Ahhh legal, vai rolar uma dietinha forçada, você tá precisando mesmo.” Ou então, vou parar de fumar pra sempre. Daí eles pensam: “Hum, melhor assim, porque aí evita o câncer e eu não tenho que ouvir uma nova promessa pra se livrar da doença...”

Acho as promessas engraçadas. Alguns prometem distribuir docinhos no dia de Cosme e Damião. Alguns não. Muitos. O que mais se vê todo santo dia 27 de setembro é um bando de crianças se empanturrando de maria mole, paçoca ou cocozinho de rato (aquele docinho branco). Fiz minha parte, e ponto. Promessa paga! Rendeu o que? Mudou o mundo porque deu um monte de docinhos mixurucas? Alimentou crianças pobres? Vai pagar consulta nos dentistas para as cáries? Acho que não. Porque ao invés de sair distribuindo saquinhos na rua, não doa algo bacana para quem precisa? Porque não faz alguma caridade ao longo da vida e não apenas um dia do ano? Sempre me questionei quanto a esses docinhos duvidosos distribuídos por fiéis agradecidos. Quero não, obrigada.

Tem a famosa promessa de subir os degraus da Igreja da Penha de joelhos. A Igreja ganhou nova iluminação esta semana e está linda. Subir os 382 degraus de joelhos é dureza, e deve ser passaporte direto para o ortopedista. O pedido tem que ser realmente importante e valer a pena. Mas se pensarmos bem, um sacrifício de cerca de uma hora e meia, em troco de uma ótima saúde do filho, por exemplo, é uma barganha, né não?
Há alguns anos passou na TV imagens do Didi, Renato Aragão, pagando uma promessa. Não sei qual foi o pedido, mas ele teve que escalar o Cristo Redentor até o ombro. Pô, maneiro. Quem lembra? Com helicópteros, apoio da prefeitura, da Globo e super hiper bem seguro e assessorado, até eu queria. E sem ganhar nada em troca.

E quem lembra do Zé do Burro no filme Pagador de Promessas? Ahhh esse sim, sabia o que era sacrifício. Em troca da reabilitação do seu burro, prometeu carregar uma cruz imensa nas costas, lá da terrinha dele, até Salvador. Daí ao chegar, conta ao padre o motivo de sua ida, e por ter feito o pedido em um terreno de Candomblé, tem sua entrada vetada pela Igreja Católica. Persistente e irredutível, consegue apoio daqui e dali, de pessoas com interesses diversos, gera maior confusão e acaba morrendo em meio a conflitos. Final triste. Na última cena do filme, os manifestantes colocam o corpo morto de Zé em cima da cruz e entram à força na Catedral. Promessa paga!

Olha não tô aqui para condenar os que fazem promessas. Dizem que a fé move montanhas. Acho importante ter fé e querer algo com muita veemência. Cada um com seu cada um. Mas acho também que não devemos deixar a responsabilidade toda nas mãos dos “santos” e barganhar miserês em troca. Há de ter uma parcela de participação. Eu sou mais aquela: Se Maomé não vai a montanha, a montanha vai a Maomé! E como sabemos que as promessas dos políticos foi o motivo deles se elegerem, cabe a nós, os “santos” que os colocamos lá, diretamente ou não, pedirmos nossos docinhos em troca!
* Filme O Pagador de Promessas, de 1962, foi escrito e dirigido por Anselmo Duarte, baseado em história de Dias Gomes. Na foto os atores Leonardo Villar (Zé do Burro) e Glória Menezes (Rosa).

Quinta-feira, 23 de Outubro de 2008

- PARA HOMENS “MODERNOS”: POLE DANCING E CALCINHAS COM GPS


Duas noticias que li recentemente no jornal, me deixaram passada. Não sei se sinto vergonha ou raiva de tamanho retrocesso da sociedade em apresentar assuntos absurdos de forma tão fugaz.

O primeiro deles, dizia que mulheres estão aprendendo danças sensuais, para desestressar os maridinhos que estão sofrendo muito com a crise econômica. Como assim??? A crise econômica, as bolsas despencando, o dólar incontrolável, e o risco de recessão na economia mundial só afetam os homens? Porque? Nós, mulheres, estamos aonde? Na cozinha, preocupadas com o feijão? Costurando meia ou lavando cuecas? Peloamordedeus!

Uma notícia como esta, primeiro, me dá raiva da pessoa que criou a pauta. E depois do editor que aceitou e do jornalista que se prestou a fazer tamanho papelão em escrever uma matéria dessas. E desgosto de quem criou esses tais cursos e das mulheres que se prestam a este papel. Mas não importa. O que fico mais indignada é com a redução do papel da mulher na sociedade. Então vamos exigir que os homens aprendam a pole dance pros dias de estresse? Não quero saber se trabalhou o dia inteiro, se tá cansado, nem nada... Dança aí! Olha a crise econômica! Fez o curso? Aprendeu direitinho? Dança aí! Dança aí! ARG!

A outra noticia dizia que brevemente será lançada numa feira sei lá das quantas (porque realmente não me interessa!!) uma linha de lingeries com GPS, para “agradar”maridos ciumentos. Pera aí, eu li isso mesmo? É isso aí, as calcinhas e sutiãs vêm com um rastreador embutido para os bonitinhos saberem exatamente onde suas mulheres estão. E cada passo ainda poderá ser monitorado por mapinhas através da Internet! A empresa que inventou a tecnologia para as tais lingeries, explica que a novidade foi uma evolução dos GPS disponíveis no mercado para monitorar idosos com demência e cachorros. É. Para aceitar isso só pode mesmo ser uma mulher demente ou cachorra!!

Vou dizer mais, tenho amigas muito bem sucedidas profissionalmente, donas do próprio nariz, do próprio negócio ou da própria carreira, e que ganham e vivem muito bem obrigada. Melhor que muitos amigos homens da mesma idade. Então, quando virem notícias assim, que depreciam as mulheres, por favor... se pronunciem, se irritem, gritem... sutiens não foram queimados à toa. Foi uma luta longa e árdua para chegarmos ao patamar de igualdade de hoje. E que em muitas ocasiões, infelizmente, ainda não é o mesmo.

E querendo ser feminista, porque sou mulher e tenho direito, cá pra nós, as mulheres são muito mais poderosas. Além de terem carreira e ganharem dinheiro, gerenciam suas casas, cuidam dos filhos e ainda arrumam tempo para se manterem bonitas e femininas para o mundo. Nosso único defeito é que não vivemos sem os homens. Não mesmo!! Ô coisa boa e complicada da nossa vida. Mas aí já é oooooutro papo.


I'm a bitch, I'm a lover
I'm a child, I'm a mother
I'm a sinner, I'm a saint
I do not feel ashamed
I'm your hell, I'm your dream
I'm nothing in between
You know you wouldn't want it any other way…
... So take me as I am
This may mean
You'll have to be a stronger man…
. BITCH – MEREDITH BROOKS

Quarta-feira, 22 de Outubro de 2008

- ME DEIXA VIVEEER... dicas úteis e fúteis.


- Assisti essa semana o dvd do Homem de Ferro. Na verdade peguei assim meio descrente, tipo... foi o terceiro filme que coloquei embaixo do braço, sem pretensões, sem expectativas. Surpresa!! O filme é ÓTIMO!

Para quem não lembra, o Homem de Ferro, da Marvel, foi criado, em 63. Tony Starks é um homem inteligentíssimo, grande inventor e dono das empresas Starks. Capturado na guerra do Vietnã, desenvolve uma armadura para conseguir escapar. Já livre, decide aprimorar sua invenção, e usá-la em beneficio da humanidade. No filme, o protagonista é Robert Downey Jr. Excelente no papel. O homem de ferro é um rico excêntrico e fanfarrão, papel que se encaixou como uma pluma em Robert. Adaptações fazem o empresário ser capturado no Afeganistão, ao invés do Vietnã. Galera, bom mesmo. O final então, não tem como não gostar.

Ah, e as primeiras cenas começam ao alto som de Back in Black, do AC/DC, que eu amooo. Rock’n’roll total! Até para que não gosta, há de concordar... sonzão!

- O calor tá chegando ao Rio, o que é muitcho bom. Mas junto com o sol, praia, cores alegres, suadouro, e blábláblás do verão, vêm os mosquitos. Eca. Eu já comprei minha raquetinha maxi-exterminadora. Haha. Aquela que vende em camelôs e sinais. Geeeente, o mosquito vira farofa. Tsssss. Uma chamuscada, uma luzinha, e descarga elétrica nele! Haha. Politicamente correto? Claro que não, é sádico eletrocutar o bicho. Mas evita as picadas, e confesso que dar umas raquetadas é até bem terapêutico.




- Para quem gosta de futebol, descobri uma loja óóótima, que faz réplicas de camisas de futebol de diversos times: Liga retrô. As réplicas são inspiradas em times inesquecíveis, em partidas marcantes, ídolos e momentos que fizeram a história do futebol mundial.

As camisas ainda vêm com um cartão que conta histórias e curiosidades sobre cada réplica, redigidas pelo jornalista Paulo Vinícius Coelho - colunista da ESPN e do Lance. Tem dica melhor de presente pra homens, que sempre são uns chatos? Hahaha.

Desculpe, não quis soar feminista, mas dar presentes pra homens realmente é uma tarefa difícil. Mulher fica satisfeita com qualquer brinquinho, uma blusinha, lingerie, camisola, sapato, bolsa, enfim... já homem, aff. Então aí vai a dica para todos: para homens e para as mulheres que querem presenteá-los. Ah, para as amantes do esporte, tem também uma linha feminina. Vende pelo site: http://www.ligaretro.com/

Ps. Não ganho royalties para indicar o filme, não ganho comissão de camelôs pelas raquetinhas, muito menos desconto na loja das camisas. Mas o que é bom, vale indicar, né não?
PS2. Playlist com AC DC. Olha, só coloquei três músicas, as mais conhecidinhas, vai. Antes de alguém vir reclamar que é rock pesado, na na ni. É rock do bom!

Segunda-feira, 20 de Outubro de 2008

- SÓ VIM PARA DANÇAR


Queria ter mais tempo para me dedicar à redação. Mas o corre e corre, o trabalho, as preocupações, o cansaço e outros afazeres e prazeres, me impedem de me empenhar mais do que gostaria.

Depois que comecei o blog, várias amigas* me confessaram o desejo de escrever também. Dou maior apoio. É terapêutico, prazeroso e além de criarmos uma cumplicidade com as pessoas de uma forma quase instantânea e única, e pessoas até que nem conhecemos.

Mas não é fácil. Quer dizer, fácil até é para quem curte e sabe escrever, mas demanda tempo. E o tempo, hoje em dia, é raridade em nossas mãos.

Pra começar, primeiro deve-se pensar em um assunto. Alguns simplesmente fluem e saem como um enxame voando afoitamente para uma colméia de idéias. Ui que brega, mas não vi metáfora melhor para descrever o turbilhão de palavras que borbulham na cabeça, e que me fazem querer correr para o computador em certas situações.

Outras vezes dá branco total, e nada parece agradar. Quantos textos já comecei e abandonei pela metade, por achar que não rendeu o que eu esperava?! Delete! Outros comecei de uma maneira e desvirtuei o assunto de tal forma, que a idéia inicial nem apareceu mais na tela.

Bom, e alguns assuntos precisam de uma prévia pesquisa para um melhor embasamento. O que faz demorar mais um pouquinho.

Enfim, pauta decidida, informações na cabeça: mãos à obra! Um sonzinho para animar os dedos no teclado e vamos lá. Escreve, escreve, escreve, mexe aqui, apaga ali, copy/ paste parágrafos para organizar melhor. Correçõezinhas aqui, ihhh, mais outras ali. Pronto. Agora um título. Hum... e uma foto para ilustrar. Nova pesquisa. Preciso de idéias. Achei! Concluído? Quase. Mais uma lida, para a aprovação final. Pronto!! E assim nasce mais um POST.

E então vem o comprometimento de manter o blog em dia. Daqui a três ou quatro dias, tem que escrever de novo. É, meu amigo, ta pensando o que? Quem vai voltar a sua página desatualizada? Se eu fico mais de cinco dias sem dar notícias, já começo a receber mensagens, tipo: “abandonou?” Ou:” Escreve mais. Tô querendo ler, Dani”. Alguns ainda me ligam: “Escreve, garota!!” Ain. Tá, tá. Eu também quero escrever mais, mas não consiiiiiiiiiigo. Hahaha. Reclamo não. A pressão é boa. Estimulante.

As sugestões sobre assuntos também são recorrentes entre os leitores. Fala sobre isso, escreve sobre aquilo, ouço sempre. Acho legal. Já o meu pai acha que aqui é tipo um disque-denúncia, hahaha. Ele quer sempre que eu retrate algum fato injusto que aconteceu com ele. Mas e comigo não? Vivo as voltas brigando, berrando e me estressando com serviços mal prestados (odeio telemarketing), vivo me decepcionando com atitudes de pessoas que esperava mais, vivo reclamando das injustiças do mundo... mas não dá pra falar só sobre isso, né? Infelizmente é preciso abstrair, senão piramos. Ligar para o disque-denuncia, para defesa do consumidor, pro Procon, pro Bat-fone ou até pra Deus, se ele tivesse uma linha direta, não ia adiantar mesmo. Escrever muito menos. Só para desabafar e vá lá. O que até acontece de tempos em tempos.

Bom, a descrição de como nascem os meus posts é pessoal. Não sei como é o período de gestação dos outros, pois sou blogueira novata e conheço meia dúzia de três (haha) que escrevem. Na verdade, apesar de ser jornalista, nunca parei para perguntar sobre o processo criativo das pessoas. Até gostaria de ouvir outras opiniões.

Para mim os textos são assim: uma porta que o escritor abre em sua mente e convida quem quiser entrar. Uma invasão à intimidade, porém, permitida e bem quista. Pois, por mais que o texto seja sobre assuntos aleatórios, o leitor sabe como o escritor pensa, e com uma percepção um pouco mais apurada, não demora a definir traços da personalidade de quem escreveu.

Talvez por isso seja terapêutico, porque abrimos nossas almas e conversamos com uma folha em branco sem medos, e sem restrições. Hummm... restrições sim, mas a assuntos, e não a palavras. Assuntos controversos e polêmicos são mais cansativos, sei que por vezes necessários, mas é bom também falar sobre banalidades da nossa vidinha cotidiana. Afinal, não estou aqui para ser sempre politicamente correta, até porque eu não sou! Em geral, venho só para me divertir. Baila comigo?

* Nicole, Roberta e Ana Paula.... cadê?

Sábado, 18 de Outubro de 2008

- CADÊ O QUEIJO QUE ESTAVA AQUI?

Um belo dia apareceu um rato no meu trabalho. Ai que desespero. Um horror! Sei que é casa, sei que é passível de vir da rua e tal, mas aqui não violão. Fiquei tensa demais... Em dez anos de casa nunca tinha aparecido um rato que fosse, e barata nunca foi problema. Pra não mentir, raras vezes, no verão, aparece uma ou outra petulante, voando da rua. Bom, daí não tem como evitar. Urg. Mas nem quero falar sobre isso. Voltando ao rato... A medida? “Dois-meia-nove, meia-nove, meia-nooooooove, insetisaaaaan. É um pouco mais caro, ahhh, mas é muito melhor.” INSETISAN NELE!! Quem não lembra da propaganda??

Primeiro a visita do biólogo. Daí o cara, pra mostrar serviço, quer me explicar tooodos os tipos de ratos existentes, detalhadamente. Tem o de telhado, o de esgoto e o camundongo, um é assim o outro assado. Eca, moço, tá bom, tá bom, explica muito não.

Na verdade o rato aparecia à noite e depois sumia. Era visitante noturno havia já umas duas semanas, acho. Mas soube que o vizinho, três noites antes, tinha matado um rato, o que eu supus que fosse o tal, pois desde então nunca mais houve vestígios. Enfim, sendo o rato do vizinho o mesmo que o meu ou não, achei melhor não arriscar. In-se-ti-san.

Como tudo na minha vida eu fuço na Internet, neste caso não foi diferente. O assunto aguçou a minha curiosidade sádica de pesquisar no google tudo sobre os roedores: tamanho, características do corpo e informações gerais. Bem informada, serviço contratado, cheia de armadilhas pela casa e ainda com a garantia de visitas regulares da detetizadora, me senti aliviada.

Porém meu olhar sobre o tal bicho mudou. Sempre achei horrível, claro, mas outro dia vi na TV propaganda do filme Ratatouille, e fiquei com eca total. Com certeza é da espécie de rato de telhado conhecido como rato preto: orelhas grandes e salientes, focinho afilado, rabo comprido, é dotado de habilidades para escalar, equilibrar-se e roer, e habita o forro das casas, os depósitos e armazéns (sei tuuuudo). Esse é o “queridinho” Ratatouille, que aparece num restaurante, mete a mão na comida, se torna um grande chef de cusine com final feliz para todos. EEEECAAAA. Tem história mais nojenta? Tem sim. E também em longa infantil.

No filme Encantada, da Disney, em certo momento a princesa está em NY e resolve arrumar o apartamento do mocinho. Abre a janela entoa seu cântico alegre, só que ao invés de atrair passarinhos, esquilos e coelhinhos, como Branca de Neve, atrai ratos de esgoto, pombos e baratas. E todos juntos cantando e dançando deixam o apartamento um brinco! Limpinho da silva. EEECAAA. Tem uma hora que a Encantada canta com três baratas na mão. Até fechei os olhos.






Mais? Acho melhor não. E isso lá é coisa pra se mostrar pra criança?? Irkat. Nem pra adulto, pelo amor de Naná! Mas confesso que mesmo tendo fechado os olhos em vários momentos da canção Happy Working Song, achei a idéia de um sarcasmo espetacular! Alias, adorei o filme. O roteiro me surpreendeu.

Parece que adoram fantasiar a imagem dos ratos para as crianças. Ao invés de mostrarem que são sujos, transmissores de doenças, e asquerosos, passam a imagem que ratos são bonitinhos e amiguinhos! Desde poemas: O rato roeu a roupa do rei de Roma! Coitado. À brincadeirinha: Cadê o queijo que estava aquiii? O rato comeu. Cadê o rato? O gato comeu, pô! Até o conto sinistro do flautista de Hamelin, que leva uma rataria sem fim para fora da cidade. Ui. Mickey Mouse? Rato também, eca. Jerry (do Tom), outro rato, eeeeca.

Pânico de rato!! E olha que eu nem vi o bicho. Me custou uma fortuna (carooo)! Mas não tô nem aí. Foi um dinheiro bem empregado e agora posso dormir tranqüila. O rato se foi e ficou o trauma. De deux maux il faut choisir le moindre -> Dos males o menor.

PS. No playlist, MICHAEL BUBLÉ, cantor canadense.
Ele é jovem e consagrou-se como grande cantor de jazz, mas às vezes toca pop também. A musica Everything eu AMOOOOOO! L-0-V-E tb! Ouçam!

Vai rolar show dele no VIVO RIO agora 22 de novembro, a preços bilhardários. Ain.

Sexta-feira, 17 de Outubro de 2008

- BRASIL X COLÔMBIA + MONOBLOCO


Lá fui eu, super disposta e animadíssima. Fui de patroa (hahaha, que termo brega), cadeira cativa, microônibus com ar e deixando na portinha, sem estresses e feliz da vida.

Logo que cheguei, showzão do Monobloco. O que, aliás, foi o que me motivou a me despencar pra assistir uma partida de futebol.

É hoje o diaaaa... da alegriiiiiaaaa... lá lá lá lá láááá. Monte de músicas. Pulo, canto, danço... sou batuqueira, oras!


Acabou o show. Falta ainda uma hora.

Euuuuuu, sou brasileiroooo, com muito orgulhoooo, com muito amoooooooor. Êêêêêê!

Ronaldo fenômeno chegou no Maraca, ouço... Onde? Onde? Só vejo a cabine com o Falcão, Arnaldo César Coelho, Júnior na do lado... Ainda bem que não vi o Galvão, eca.

Ooooola. Oooooola. Fiz a ola, claro. Rodou umas cinco vezes o estádio, e no final já tava me perguntando até quando esse levanta e senta ia continuar. Mas vamos lá. Animada. Animada.

Ouviram do Ipiranga às margens plááácidas... de um povo heróico um brado retumbante.... todos cantando orgulhosamente, em alto e bom tom. E ainda muuito animados.

Já já ia começar o jogo. Confesso que não sei metade do nome dos jogadores e espertamente levei um radinho de pilha. Sempre vi na TV vários torcedores com radinho no ouvido. Sábia idéia. Ainda mais pra uma leiga que nem eu, que mal acompanha a Copa do Mundo.



Apresentando a seleção brasileira: Júlio César (clapclap); Maicon (clap), Lúcio (clap), Juan (clapclap) e Kleber (clap); Gilberto Silva (clap) , Josué (clap), Elano (clap) e Kaká (clapclapclap); Robinho (clapclapclap uhú êêêê); e Jô (clap)
Técnico: Dunga (entre claps e vaias) No rádio o cometário: O anãozinho ainda insiste. Bora ver!!

Apito e bola em campo.

Já tinha sambado, cantado, tirado fotos, tomado cerveja, comido cachorro-quente... ah tá, agora tá na hora do jogo.

Aiiii. Uiiii. Não não não nããããão. Ufaaaaa. Corre corre corre. Vai vai vai! Cadê?? tem ninguém ali... tá passando pra queeeem??? Burrooo! Corre, corre. Ahhhhhhhhhhh. Hummm.... marca marca! Pega! Falta! Corre corre! Ih, ta pipocando...

Estou poupando vocês dos mil palavrões que pontuavam cada comentário.

A torcida parecia prever o que estava por vir, pois logo desde os 15 primeiros minutos de jogo já estava vaiando o desempenho dos jogadores.

Intervalo. Opa, cadê o Monobloco? Não voltou. Arg.

Segundo tempo, sem substituições. E o time brasileiro que inicialmente pareceu ter voltado na pressão logo se mostrou fraco, perdido, bem marcado. Kaká sem mostrar a que veio, Robinho inexpressivo, Julio César até razoável quando solicitado... os outros não lembro bem, pois já disse que me perco quem é quem, mas sei que todos estavam ruins!

E mais os erros de passes, tentativas de finalizações risíveis, time jogando na retranca...

Zero a zero ainda e a galera se irritando. Gritei junto!
ROBI-NHUU, VIA-DUU (quando ele pediu pra sair).
ADEEEEEUS DUNGAAA, ADEEEEEUS DUNGAAA.
O-BI-NAA, O-BI-NAA (o cara não tava nem escalado, mas fui na onda).
OLÉ...OLÉ... OLÉÉÉÉ...

Mancini, Pato e Thiago Silva não alteraram em nada.

Tinha uma torcida colombiana bem perto de nós. A mais empolgada. Também, pudera.

Com 15 minutos para terminar e o estádio começou a esvaziar. Ah não!!! Isso é derrotismo... Vamos lá, ainda tem tempo!! Animadinha e ainda esperançosa.

Olé... olé... olé... olééé. Aiiii. Uiiii. Não não não nããããão. Ufaaaaa. Olé... olé... olé... olééé.

É, não tem jeito.

Píííííííí. Fim de jogo.

Úúúúúúúúúú.

Saco. Time ruim. Robinho: Ciscar apenas não adianta, você jogou muito mal! Kaká: Craque que é craque consegue resolver o jogo até em lance isolado! Você já foi mesmo o melhor do mundo? Gilberto Silva: Você estava jogando? Nem vi! Dunga: Pede pra sair!!

Aquela que não entende nada de futebol, vai por causa do show do Monobloco e sai xingando todos os jogadores, e ainda dando dicas de técnica, como se fosse uma exímia expert no assunto.

Ué, mas todos os torcedores não são assim?

PS. Post em homenagem a Zandra. Fotógrafa oficial.

Terça-feira, 14 de Outubro de 2008

- NEM OITO NEM OITENTA


Essa semana passou o dia das crianças. Não ganhei presentes. Humpt. Desde cedo reivindico esta data. Ao invés de registrarem dia dos filhos, escreveram dia das crianças. Tem dia dos pais, das mães, dos avós, e cadê o dia dos filhos? É o dia das crianças, oras. Tá implícito! Escreveram errado! Será que nunca ninguém se deu conta disso?

Meus pais se referem a mim e a meus irmãos como crianças. As crianças vão bem... blábláblá. Pra eles seremos eternas crianças. Quando convém, claro.

A idade é muito relativa e varia de acordo com o dia, humor, interesse.

Tem dias que me sinto uma garotinha, outros... uma velha cansada. Natural. Mas a verdade é que não sinto que tenho a idade que tenho. Uma balzaquiana bem resolvida, porém inconformada.

Procuro rugas no espelho, atitudes mais maduras, postura mais séria, roupas menos joviais... mas na na ni. Me sinto ainda com 20 anos, só que agora estabelecida no trabalho, morando sozinha, independente e mais madura.

Dizem que a gente reconhece a idade das pessoas pelas mãos e pelo pescoço. Tenho sorte de ser morena e minha pele envelhecer mais devagar. Minha mão? Ótima ainda. Dou espiadelas em mãos de amigas da minha idade, ou até mais novas, e confesso que a minha está muuuuito melhor do que a maioria. Bom!

A cabeça também ajuda. Me sinto jovem, sou brincalhona, estou sempre rindo, faço piadinhas, dancinhas no meio da rua, ouço músicas no último volume, canto pra lá e pra cá e estou sempre disposta a aprender algo novo. Pô, noviiinha!

Mas daí outro dia assisti a uma entrevista da Marília Gabriela com algum ator coroa, que não me lembro quem, e eles conversavam sobre idade. Os dois confessaram que não se sentem com a idade que tem, e acham que ainda tem 20 e poucos. Como assim??? EU também tenho a mesmíssima sensação!! A diferença é que ela tem quase 60, e o cara quase 70. Me quebrou! Será que vou virar velha cocota, me achando novinha também? Será que já sou velha cocota? Ui, que meda.

Tenho 35 e aparento 25, 26. Hei, não sou eu que digo, são os outros. No trabalho diariamente ouço um: juuuuuura? Pois é. Ainda estou enganando bem. Rsrsrs.

Mas a idade às vezes pesa. Quando me chamam para certas coisas, de um minuto para outro passo de 20 para 50 anos. Ai, que preguiça. Tá tarde, vai estar cheio, tem fila, não quero chegar tarde em casa. Velhotinha total.

Quando criança eu imaginava uma mulher de 30 anos uma senhora. O que na verdade antigamente acabava sendo uma realidade. Mas os tempos mudaram, os cosméticos evoluíram (hihi) e até pelas atitudes, as pessoas envelhecem mais devagar.

Hoje me preocupo que tenho que ter em casa uma toalha de mesa bordada de linho porque tem que ter! Imagina, se for fazer um jantar chique? Tenho que me preocupar em tirar correndo da minha sobrancelha o único fio branco que cisma em nascer de tempos em tempos. Pra viajar, nem cogito a possibilidade viajar de ônibus, com grana apertada e tal, credo. Ou viajo direito, ou não viajo. Coisas assim que distinguem as diferenças da idade. Imagina se aos 20 me importava com alguma dessas coisas? Coisa de gente velha e fresca!

Mas ainda assim, me sinto mais jovem do que sou. O tempo passa, e o espírito ganha mais experiência, a vida mais conforto, e aí então que é a melhor época para aproveitar com 30, o que não se podia fazer com 20... e praticamente com mesmo vigor.
A idade está na cabeça. Então eu e Marilia Gabriela ainda temos 20 e poucos. E ponto.
E você, que idade você tem?

PS. Para não dizerem que não coloco músicas nacionais, o playlist hoje está só com músicas que eu adoooro. Em especial a nova do D2: Deixa...Deixa... Deixa eu dizer o que penso desta vida, preciso demais desabafar.
PS2. Se a música tiver parando toda hora, dá um pause e espera terminar de carregar, e depois da play direto. Sorry, não entendo muito dessas coisas e é assim q eu faço pra ouvir.
PS3. Deixei ainda embaixo o player do post anterior, pq as músicas são bacanas e vcs podem curtir um pouquinho mais.
* Foto DJ Master Yoda

Domingo, 12 de Outubro de 2008

- ME DEIXA VIVEEER... Que rock é esse?

-> KID ROCK


Já falei de música aqui algumas vezes e de manias. A mania de ouvir a mesma música mil vezes me pegou há uma semana. Não sei até quando vai durar. Então resolvi dividir uma música que eu adoooooro, e já ouvi 86.343.673.832: All night long, do Kid Rock.

Rock, country music e rap se fundem e formam o estilo de Kid Rock. O cantor volta e meia está envolvido com processos de agressões, brigas, histórias de sexo com strippers, vídeos pornôs... Atitude rock’n’roll é isso aí.

Eu ia postar o videoclip. Mas confesso que mulheres de biquíni, tatuagens e guitarras ficaram clichês demais para a minha boa vontade. Mas a música vale. Amooo. É a primeira no player ao lado

-> QUE ROCK É ESSE?

Fiz uma deliciosa descoberta esta semana. Assisti no Multishow um programa chamado Que rock é esse? Apresentado por Beto Lee (filho da Rita Lee), o programa mostra a evolução do rock internacional através dos anos, movimentos, influências e das bandas que marcaram o gênero. Vi o episódio sobre o nascimento do estilo grunge com bandas como Soundgarden, Pearl Jam, e a ícone-mór Nirvana, de Kurt Cobain.

São apenas 13 episódios. Mas a boa notícia é que o “Flanelas em fúria” foi apenas o primeiro deles. Os que vêm a seguir: "Todo poder das mulheres/Super Poderosas (Girl power)", "Aumente o volume (As guitarras)", "O som das trevas (Dark/gótico)", "Chá com guitarras (Brit Pop)", "Metal Pesado (Heavy metal)", "Caras e bocas (Posers)", "Ritmo e Poesia (Black Music)", "Faça você mesmo (Punk rock)", "Novas ondas (Pós-punk/new wave)", "Flower power (Hippies e suas influências até hoje)", "Correndo por fora (Alternativo)" e "Emoções eletrônicas (Emo/eletrorock)".

QUE ROCK É ESSE? Multishow. Quintas às 22h45. Ahhh, não tem como não dar uma espiada! * foto Beto Lee

-> SLASH

Acabei de lei a biografia do Slash. Para quem não o conhece ou não está ligando o nome a pessoa, ele é aquele ex-guitarrista do Gun’n’Roses, que tem uma cartola enterrada na cabeça cobrindo os olhos e cabelos por toda parte.

O livro conta caso típico de músicos que se juntam para formar uma banda. Caras novinhos que, por acaso chegam ao ápice sem preparo nenhum, se deslumbram com a fama e o que ela trás, e então começa a disputa de egos, contratos e dinheiro que desvirtuam o objetivo original de fazer música, o que acaba por trazer o fim da banda. Nada muito diferente do que já ouvimos.

Descobre-se que o Axl Rose é um perturbado egocêntrico, fala-se sobre as rixas entre as bandas Glam metal do final dos anos 80 (eu chamo de rock farofa, com muitos cabelos compridos, maquiagem, jeans rasgados e bandanas), a tentativa de um novo som e a transição para o início dos anos 90. Além de histórias de bastidores, drogas, sexo e rock’n’roll, claro.

Adorei o livro. Relato sincero, e apesar das muuuitas doideiras, ele parece um cara legal. Um doido com noção. Haha. Gostaria de conhecê-lo. Engraçado que durante a leitura, volta e meia me pegava cantarolando Welcome to the Jungle e Paradise City. Hits que tooodo mundo cantava na época.

Outra curiosidade é que o Slash, ao contar sua história, em várias ocasiões fala: bom, este é o MEU ponto de vista, não digo que esteja certo ou errado. Fulano (Axl, ou Duff, ou quaquer outro) pode ter outra versão, que não é nem mais nem menos verdadeira. Ou seja, ele conta o que acha, mas ao mesmo tempo tira o corpo fora para evitar qualquer problema. Boa!

Hoje Slash está com a banda Velvet Revolver, basicamente com os mesmo intregrantes do Guns, sem o Axl. O som ficou mais pesado e é só para quem gosta de rock mesmo, pois quem espera algo parecido com rock farofinha e um cabeludo de longas madeixas loiras rebolando, vai se decepcionar.

-> Foi lançada recentemente a biografia da Amy Winehouse, que tem apenas 25 anos. Não li. Tudo bem que a cantora inglesa é totalmente desequilibrada e escândalos, drogas, depressão e bulimia estão nos jornais diariamente. Mas como assim biografia aos 25?

-> Me falta tempo, me falta tempo, me falta tempo! Ainnnn.

PS. Ao mencionar Rock farofa, é apenas uma referência minha, pessoal, ao estilo. Não que eu não goste. Adorava Gun’n’Roses, sempre gostei de Bon Jovi (É vero!haha), e até tinha uma música do Poison eu amava. E bora combinar que o Aerosmith entrou para a categoria farofa por um longo período, com Steve Tyler purpurinado. Mas ainda assim eu amo Aerosmith e considero o disco PUMP como um dos meus preferidos.

PS. Coloquei no player ao lado várias músicas referentes a este post. Divirtam-se.

Domingo, 5 de Outubro de 2008

- UM OLHAR PARA O ORIENTE


Glória Perez resolveu fazer a próxima novela das oito sobre a Índia. Parece que descobriu a pólvora. Fala da cultura indiana como se fosse Cristóvão Colombo em terras novas. Isso porque a maldita novela ainda nem começou. Chata!

Sempre tive fascinação pela Índia. De um lado maravilhas arquitetônicas, arqueológicas e antropológicas, de outro miséria e pobreza em formas desumanas e inimagináveis.

A civilização indiana é uma das mais antigas do mundo e possui mais de um bilhão de habitantes. Muita gente! Só perde para a China. Língua, casta e religião desempenham papel importante na organização social e política deste país. Um respeito às tradições fora dos padrões conhecidos por nós ocidentais.

Em 1995 li um livro pela faculdade chamado: Na pele de um intocável. Amei! O livro conta a história verídica de um jornalista francês, Marc Boulet, que vive durante seis meses na Índia como um intocável, um pária da sociedade indiana.

Lá funciona assim: originalmente existem quatro castas fundamentais. Os religiosos e nobres (Brâmanes), os guerreiros (xárias), os camponeses e comerciantes (vaixias) e os escravos (sudras). Hoje, já se subdividem em várias outras castas. Mas os párias (dalits), não pertencem a nenhuma delas. Eles estão à margem do sistema e são conhecidos como intocáveis, pois realmente não podem ser tocados ou tocar alimentos, roupas ou nada que vá “contaminar” as outras castas. A eles sobram os serviços ditos impuros como cuidar dos mortos e limpar latrinas. São tipo o mosquito do cocô do cavalo do bandido.

O pior do sistema de castas é que ele é hereditário. Não tem como escapar. Não pode haver aspiração ao crescimento, seja profissional, social ou mesmo espiritual, porque ele nunca ocorrerá. Nasceu assim, vai morrer assim. Seja bom ou ruim. E apesar da discriminação em função das castas, hoje, ser proibida pela constituição indiana, o sistema continua sendo praticado por mais de 80% da população do país. Uma loucura!

Pois é, o tal francês abdicou de tudo e foi viver na Índia como intocável. Relatos chocantes, onde sistema de casta é levado à máxima regra, impressionam. Desde então minha curiosidade pela Índia só aumentou.

Então em 2001 assisti ao filme Casamento à indiana. Espetacular. Alegre, colorido e festivo o filme mostra um outro lado da Índia. As tradições e religião são traços marcantes, porém mostrados com humor e leveza.

Depois deste filme lá fui eu novamente me embrenhar pela cultura indiana. Vocês sabiam que uma das atividades mais desenvolvidas na Índia é a indústria cinematográfica? Bollywood (trocadilho por ser sediada em Bombaim) é a maior produtora de filmes do mundo, superando o número de produções hollywoodianas. São em média de 800 filmes produzidos por ano! Os filmes têm muita música e dança e eu achei a maioria que assisti cômica e tosca. Mas o que é cômico para mim, não é para eles. A média semanal de público chega a 150 milhões de espectadores! E o cinema brasileiro aqui minguando e comemorando o pequenino crescimento. Tadinho, vejam só.

Mais tarde fui contratada para prestar assessoria de imprensa para um restaurante indiano. Hummm. Para escrever releases e colocar a criatividade em prática fiz muita pesquisa sobre a culinária e mais uma vez sobre os costumes do país. Com dicas da proprietária indiana, e com embasamento histórico, foi um período de ótimo aprendizado.

Aprendi, entre outras coisas, que o famoso curry na verdade nem existe na Índia. Ou melhor, existe, mas com outro nome. O nosso conhecido curry em pó, por lá, chama-se marsala, que é uma combinação de especiarias. O tempero pode reunir mais de trinta ingredientes diferentes, sendo cúrcuma um deles, e o responsável pela cor amarela característica.

Não se encontra na Índia referências a uma especiaria ou mistura com o nome de curry. Lá, curry é o nome que se dá a ensopados: cozidos de legumes, frango ou peixe em molho picante de especiarias. Sacou?

Eu estou sempre em busca de documentários ou livros que me dêem oportunidade de explorar cada vez mais esta cultura: a religião, os zilhões de Deuses, o Taj Mahal, os macacos e vacas que circulam livremente pelas ruas, templos de adoração absurdas onde ratos comem com os fiéis... tudo me fascina. Na minha casa tenho clara influência indiana na decoração. No meu trabalho sempre que aparece um hóspede inglês de origem indiana, puxo papo e quero saber tuuuudo. Até site de hits musicais indianos eu já consegui pegar.

Mas agora Glória Perez parece ter descoberto a Índia, e a Globo também. Ainda não sei se isso é bom ou ruim. Sou antinovelas, e acho um verdadeiro desperdício de tempo. Talvez seja válida a idéia de voltar os olhos dos telespectadores brasileiros para uma outra cultura. Pena que será de forma exaustiva e acredito que caricata. Daqui uns meses só se falará sobre a Índia, todo mundo vai almejar saris belíssimos e coloridos, e logo aparecerá um bordão irritante como aquele Ishalá importado de Marrocos direto para a boca dos mais chatos noveleiros.

Tony Ramos foi pra Índia. Juliana Paes também. Cléo Pires diz que vai pagar do próprio bolso e também vai. Ahhh... ano que vem EU também pretendo ir (era pra ter sido este ano, mas não deu por N motivos). Mas só quero ver o quanto esta novela vai inflacionar os pacotes turísticos, já caríssimos. Saco.

Ps. Recentemente li que está havendo uma conversão em massa para o budismo ou cristianismo por parte dos Dalits (intocáveis) como forma de fugir da discriminação hinduísta de castas. Ótima idéia. Desejo sorte à eles! Adorei!

PS2. As vezes temo em ser muito didática ao abordar alguns assuntos, e passar muitas informações. Mas depois, vocês noveleiras, vão me agradecer. Quando começarem a explicar que o Márcio Garcia é um "intocável", vocês vão dizer: eu já sabia, a Dani me contou! rsrs

Vejam abaixo vídeo óóótimo, com o SAYID do LOST cantando e dançando. Isso é Bollywood!


Quinta-feira, 2 de Outubro de 2008

- ME DEIXA VIVEEER... LENDO!

Livros, livros e mais livros.

Estou numa fase totalmente dedicada a leitura. Na TV não há nada que me prenda, então me forço a pegar um livro todas as noites, ao invés de zapear sem destino pelos canais da SKY.

Às vezes entro numa fase compulsiva de comprar livros, e ao adquiri-los, coloco para escanteio e nem me dou ao trabalho de começar a leitura. Tudo bem, mas está ali e um dia a vontade virá.

Acho que cada momento pede um estilo de livro. Depende do dia, do humor. Eu leio cinco, até seis livros ao mesmo tempo.

Estou tentando ler A MENINA QUE ROUBAVA LIVROS, de Markus Zusak, há meses. Acho chaaato, e não consigo passar das primeiras páginas. Ainda estou tentando, pois quero dar crédito à listagem dos mais vendidos. Deve ser bom, não é possível.

Outro que não consegui acabar foi a CIDADE DO SOL, do mesmo autor de Caçador de Pipas, Khaled Hosseini. Lento, não prende e não chega nem de longe do primeiro sucesso do autor. Mas vale porque se passa no Afeganistão e dá pra ter uma visão “interna” do que acontece por lá. Tô no finzinho, quem sabe embalo.

Tento sempre ler um livro com algum contexto histórico ou que apresente uma cultura diferente. Já que estou lendo, porque não aproveitar e aprender algo? Gosto muito também de biografias. E para os breves momentos livres, leio livros de crônicas, ou que tenham capítulos independentes, que eu não tenha que ficar presa até o final. Tipo leitura rápida.

Aqui vão os últimos que li (e terminei!).

- A VIDA SEXUAL DOS DITADORES, de NIGEL CAWTHORNE


Li recentemente. Adorei. Foge da narrativa histórica comum e apresenta aspectos pra lá de curiosos de Stalin, Mao Tse-tung, Napoleão, Mussolini, entre outros. Gostos excêntricos, atitudes bizarras, e muito mais... nada poderia ser normal vindo desses homens.

- EU NÃO ACREDITO QUE VOCÊ FEZ ISSO! As coisas mais engraçadas, maravilhosas, chocantes e estúpidas que as pessoas famosas já fizeram, de BOB FENSTER

Outro livro no estilo fast food. De fácil leitura, o livro conta fatos engraçados e peculiares de artistas, políticos, reis e afins! O autor relata passagens dos bastidores do cinema da música, curiosidades gastronômicas dos famosos, o que eles gostariam de ter sido, atividades que eles exerciam antes da fama, entre outras. Você sabia, por exemplo, que Sean Connery antes de sonhar em ser 007 era polidor de caixões? Nada de profundo ou intelectual. Apenas futilidades fugazes para alimentar a curiosidade alheia. Gostei.

- COMER, REZAR, AMAR, de ELIZABETH GILBERT


Acabei de ler. Ontem! A proposta inicial da autora é ótima: tirar um ano sabático. A idéia é passar quatro meses na Itália, para experimentar a arte do prazer, neste caso, da gula e ócio, quatro meses na Índia para exercitar a arte da devoção, meditar e elevar-se espiritualmente, e quatro meses na Indonésia para buscar o balanço entre o prazer mundano e a transcendência divina, enfim o equilíbrio. Bom, como comer e rezar acontecem nos dois primeiros lugares, pressupõe-se que o sexo rola no destino final, né? É a parte do Amar... Pelas experiências que a autora se propunha imaginei que seria um livro fascinante. E na verdade foram experiências extraordinárias, porém fracamente relatadas, até mesmo pelo teor do conteúdo da vivência. Há um certo humor em geral, o que torna o livro leve. No entanto achei de bom, para regular. Soube que já fizeram um roteiro adaptado para o cinema, que será estrelado por Julia Roberts. Acho que pode ser mais interessante.

Estou lendo outros livros no momento, e gostando bastante. Mas as dicas vêm quando eu terminá-los. Tchan tchan tchan tchaaaaan.

E você, tem alguma dica? Não se iniba e deixe um post. Adoraria.

Quarta-feira, 1 de Outubro de 2008

- SOM NA CAIXA!

Quando chegou a moda do hip hop aqui no Rio eu já era adepta há muito. Sou da época do Monsieur Lima (messiê limá), quem lembra? Novinha, novinha, eu chegava da escola, almoçava e corria para TV para assistir o programa na Bandeirantes. Era início dos anos 80. Baixinho, com uma cabeleira Black Power, e roupas extravagantes, o DJ apresentava bailes funk e hits com a frase: “Som na caixa!”. O funk anunciado na época, não tinha nada a ver com o som dos bailes de hoje. Era expressão da música negra em ritmo soul, com pinceladas R&B, funk e Rap. Época em que as mixagens eram feitas em picapes de vinil e fita de rolo grande. Os primeiros videoclipes passavam na tv, com edições mal feitas, com imagens toscas, cantores cafonas. Tudo nos anos 80 era cafona. Mas vamos nos ater as músicas, que eram boas. A música tema, que eu me lembro que tocava sempre era: Shhhhhhaaaaa, push it good. Tã Tãnã tã tãtã... Salt’n’ pepa. Já era acho que por volta de 87.

Curto este som desde Run DMC, antes de Joseph Simmons virar pastor e muito antes dele sonhar em ter seu próprio reality show. LL Cool J, Dr. Dree, Salt’n’pepa, En Vogue, TLC rolavam direto em casa.

O estilo musical surgiu em reação aos conflitos sociais e à violência sofrida pelas classes menos favorecidas da sociedade urbana em NY. Com influência caribenha e jamaicana, o hip hop tranformou os confrontos entre gangues da época, que encontraram naquelas novas formas de arte (música, dança e grafite) uma maneira de canalizar a violência. Passaram a freqüentar festas e dançar break, e o mais incrível: competir com passos de dança e não mais com armas. Logo o ritmo se transformou em uma forma de se fazer ouvir, de protestar, mostrar ao mundo os problemas sócio-culturais que viviam. A nova sonoridade cresceu e também deu espaço a assuntos mais amenos, e não apenas politizados. Algumas letras eram banais e outras sexuais. As mulheres entraram no cenário e começaram a falar também de música, de curtição, de relacionamentos. O RAP (rhythm and poetry), foi um segmento deste movimento, com um discurso mais rítmico com rimas, trocadilhos e falado ao invés de cantado.

Hoje o hip-hop e RAP sem resumem a mulheres semi nuas se esfregando, e homens com colares de ouro, dinheiro, carrões, e mais mulheres semi nuas se esfregando. Não que antigamente não se abordasse estes temas. Mas era de forma mais leve. Hoje as mulheres são todas BITCHES e os homens todos PIMPS, todo mundo chifra todo mundo, ninguém presta, e mexa a bunda pra mostrar isso. ARG!

E pior... O ritmo? O mesmo. As letras? Variações sobre os mesmos temas, tudo igual. Mulheres, dinheiro, sexo, carrões... e não se esqueça de mexer a bunda! Eu juro que não agüento mais ver clipes da Beyoncé pelada, rebolando, e se alisando e dando aqueles gritos. Na cola aparecem Nicole Scherzinger, Rhianna e por aí vai. Precisa apelar este tanto? E os homens? DMX, T.I., Ludacris, Eminem, 50 cent... calças lá no joelho cinco vezes maior que o defunto, os cordões de ouro dos anos 70 ainda sobrevivem só que maiores e agora vêm com acessórios junto com dentes de ouro, brilhantes e sei lá mais o quê. ARG!

Hoje eu fujo dessas músicas. O que no início eu batia no peito e me orgulhava de há muito já estar nesta onda, hoje tenho aversão. O hip hop e o RAP que estão aí pararam no tempo. E o que evolui são apenas os xingamentos e os temas mais explícitos. Mas é mesmo necessário?

* Foto do gaiato Monsieur Limá

Quarta-feira, 24 de Setembro de 2008

- UM DIA DE CÃO


Na sala de aula.
- Professora, o que é solteira?
Vira um outro menininho, levanta a mão todo afoito e responde:
- Eu sei! Eu sei! Eu sei! É uma moça que mora sozinha e tem um cachorro!!!

Hahaha. Nem me lembro que me contou esta historia, que se não fosse verídica, pareceria piada. Mas realmente aconteceu.

Recentemente EU vivi meus dias de “solteira”.

Minha irmã viajou e pediu para eu ficar uns dias com a cachorra dela, uma Schnauzer de meses. Assumi a tarefa meio na dúvida. Mas como eram só poucos dias, quantos eu quisesse, me senti mais aliviada para aceitar. O caseiro estaria lá em caso de emergência e devolução de “mercadoria”.

Me arrumei pro trabalho e fui buscar a Lua (nome da cachorrinha). Ia começar minha árdua tarefa. Digo árdua porque sou daquelas pessoas que tem pânico de dependência. Quando mais nova tive cachorros, mas morava com meus pais, e eles que cuidavam. Eu só ficava com a parte boa de brincar. Ainda lá tive o Vicente, um peixe Beta. Só meu. Minha tarefa era alimentar o bichinho uma vez por dia, e trocar a água uma vez por semana. Não durou muito. Morreu!

No momento, o máximo que me deixo comprometer é com uma planta em casa. As outras são meio que descartáveis, morrem e eu jogo fora. Esta única que estou tentando criar comprei baratinha por trinta reais, pois do tamanho original que eu queria na verdade custava 450 reais. Uma baita diferença. Então resolvi comprar pequena e “criar” minha plantinha. Espero chegar lá.

Busquei a Lua e fui direto ao trabalho. Até então tudo certo, ela é calminha e não é do tipo de cachorro esganiçado que quer ficar pendurado na janela tomando vento. Não. Sentadinha, quietinha. Comecei a achar que meu carro já tava ficando com cheiro de cachorro, de resto, longa jornada tranqüila.

Lá no trabalho o staff adorou. Mas pra mim tudo começou a ficar meio restrito. Primeiro fiquei tensa da Lua perambular pra cá e pra lá e incomodar os outros. Não é todo mundo que gosta de animais. Aí dei ração. A bichinha não comia. Só se desse na boca. Dei, né... Distraída, continuei trabalhando, e daqui a pouco. Heeei, um cocô. Mas já? Não sabia. Come e já tem que levar pra passear logo em seguida? Ninguém me avisou!

Segue meu dia. Toca meu cel. “Dani, vamos jantar fora hoje? No Leblon, tal hora a gente se encontra...” - Não posso. Tenho que voltar pra casa porque estou com a cachorra da minha irmã. Mais tarde outro telefonema. “Oi amiga, tá passando um filme ótimo, vamos ao cinema?” – Ain, não posso, tô com a cachorra da minha irmã. Ihhh que relação estressante essa de dependência. Não posso fazer nada.

Voltei para casa, mas antes fiz a Lua passear bastante para não correr o risco de fazer nem xixi nem coco no carro, pois o trânsito seria complicado. Cheguei em casa, arrumei um cantinho na varanda. Paninho para ela deitar, jornal, comida, água, tudo certo. Luaaaaa. Fica aí. Aí!! Deito na cama, e lá vem ela toda se achando e pula na cama. Heeeeeeeeeeeei, pode ir descendo. Fica na varanda. Aí! Aííí! Deita, vai dormir. Apaguei a luz.

Dia seguinte, seis e pouca da manhã, barulho de papel rasgado, alguma coisa sendo arrastada... Pronto, a Lua acordou. E me acordou. Que sono! Virei para continuar dormindo. E aí pensei, será que ela fez xixi e cocô? Saco. Levantei e fui ver. Nada. Que bom. Menos mal, não tenho que limpar nada. Voltei a deitar para dormir mais um pouco e vem o pensamento: E se ela fizer agora? Aaaaai. Levantei, coloquei uma roupa e lá fui eu passear. Melhor levar a cachorra pra passear do que limpar o chão da varanda.

Um novo mundo se abriu para mim. Cedinho, frio, eu na rua de óculos escuros, com uns saquinhos plásticos na mão, passeando com a cachorrinha. “Bom dia”, fala um casal de velhinhos que passa. Bom dia! “Bom dia”, fala a senhora que passeia com seu cachorro. Bom dia! De mais de 15 pessoas que encontrei passeando com cachorros, eu e uma menina éramos as únicas com o saquinho na mão. E o cocô dos outros cachorros, vai pra onde? Não vai. Fica na rua. Que vergonha.

Voltei, fui pro computador, e fiquei tranqüila em deixar a Lua solta pela casa, pois já tínhamos passeado. Snif snif snif. Que cheiro é esse? A Lua está bem do meu lado. Que cheiro ruiiiim. Cheiro de cachorro. Fui trabalhar. Bom, a Lua já não foi no carona, foi no tapete do carona. E se meu carro pegar o cheiro? Arg. Cheguei no trabalho e a primeira coisa que fiz fui procurar um Petshop para dar banho. Esse cheiro num dá.

Novamente foi o dia dos convites. “Dani, tem uma peça...” Não posso, tô com a cachorra da minha irmã. Hum, isso começou a me incomodar. Voltei pra casa, a Lua já conhecia o seu cantinho e foi direto para a varanda. Limpinha, com novos lacinhos, mas pera aí... Eca, ainda está com cheiro de cachorro. Lógico, porque o cheiro é dela mesmo. Não sai. Me deu pânico. Minha casa é toda cheirosinha. Tenho um spray especial para a cama, um difusor de essências para o banheiro, um home spray bilhardário para a sala, sachês no banheiro de visitas... e cheiro de cachorro pela casa toda. ARG.

Dia seguinte, seis e pouco, acordamos eu e Lua, e fomos passear. Felizes, já conhecíamos a rotina. Eu com os saquinhos e ela com as necessidades. Bons dias pelo caminho, e casa de volta. Entrei em casa. Cheiro de cachorro. Pânico. Pânico. Pânico. Lua, você é linda, boazinha, mas sinto muito, vai para casa AGORA! Peguei, liguei para o caseiro e não eram nem oito e meia da manha eu já estava de volta em casa. Livre leve e solta. Sem a Lua.

Meus dias de “mulher solteira” foram difíceis. Não estou preparada para isso ainda. Prefiro treinar com a minha plantinha, até que ela chegue ao almejado tamanho de 450 reais. É o máximo que posso me comprometer por hora. Mulher solteira é uma moça que mora sozinha e tem um cachorro? Correndo do estereótipo!! O cachorro fica mais pra frente. Quem sabe casada.


* foto da minha plantinha: Beaucarnea Recurvata. Popularmente conhecida como pata de elefante, noli.

Terça-feira, 23 de Setembro de 2008

- CRENÇAS E PATUÁS


Um gnomo mora em minha casa. Tenho convicção disso. Na verdade ele me conhece desde criancinha e conseguiu se enfiar na mudança quando vim da casa dos meus pais para o meu AP. Arg. Como todo gnomo, ele é esperto e se diverte as minhas custas. Chamam de gnomo doméstico. Ele é brincalhão e é raramente mau. Você sabia que existem diferentes tipos de gnomos? De jardim, das dunas, da floresta até da Sibéria. Bom, fugindo do papo esotérico, que não é nem um pouco a minha praia, vamos voltar a minha casa. Esse gnomo me tira do sério. Esconde tudo, leva coisas embora de vez, troca tudo de lugar. Um inferno. Eu vivo dizendo que no dia que eu encontrar o buraco negro de onde ele vem, vou ficar rica. Imagina, anos e anos de trecos acumulados. Ahhh, esse gnomo!

São Longuinho também é meu companheiro de longa data. Não tenho idéia de quantas vezes por semana e o chamo, e depois, pulo para ele. Três, mais três, mais três... e por aí vai. Se eu não desse pulinhos hiper tímidos, só para constar e pagar a promessa, confesso que seria uma verdadeira ginástica. E pior é que tem que pular meeesmo, sem enganação. Senão da próxima vez que você precisar da ajuda dele... na na ni. Não achará nada! Bom, eu não me arrisco por tão pouco. Pulo mesmo!

E para fechar meu ciclo de companheiros diários, não vivo sem um olhinho. Sabe aqueles olhos gregos? Tenho um grande na entrada da minha casa e também coloquei um no meu trabalho e um no carro. Uma vez tive um chaveiro que tinha uma penca de olhinhos gregos. Uns 13, acho. Foram quebrando um a um. Impressionante. Mas não quebravam porque eu deixava cair, ou algo assim. Do nada, o olho, pluft, partia ao meio. Dizem que ele te protege, e o que vinha de ruim pra você, bate no olho, quebra e vai embora. Ui. Sobraram dois!

Acreditando ou não, vivo mais feliz com minhas historinhas e pequenas “crenças”. Não matam, não engordam e nem soltam as tiras! E de bônus ainda me divertem.

PS. Só para constar e para os que não me conhecem. Eu não sou da turma verde “eu acredito em gnomos”. O gnomo é uma imagem metafórica para minha total falta de organização e esquecimento.

* foto do meu imã de geladeira estilizado de São Longuinho!

- HOMEM PRIMATA



Estou na fila do banco, fila que promete ser demorada, e para passar hora resolvo ler um livro de quase 600 páginas. Sem problemas. Para bancos já vamos com disposição para esperar (por isso levei o tal livro), e lá estou eu, em pé, aguardando minha vez tranquila, como passatempo um chumbo nas mãos. Sem reclamar. Então quando está quase chegando a minha vez, vem uma fulana, que estava sentadinha no sofá há tempos, pega, cutuca o rapaz da minha frente e fala, “Obrigada por guardar meu lugar.” Vira pra mim e diz: “Olha, eu tava atrás dele.” Hããã?? Mulher invisível? Nossa. Vocês não têm noção como essas atitudes me tiram do sério. Onde estava esta infeliz nos últimos 25 minutos que eu estava que nem um dois de paus em pé, tentado ler com um peso de sei lá quantos quilos na mão? Sentada. Sentadinha esperando a vez dela. Estava na minha frente... – “tava sim”, diz o rapaz que a conheceu há meia hora e guardou o maldito lugar dela. Grrrrrrrrrrrr. Será que estas pessoas não entendem que o banco é para idosos ou para acompanhantes? Se fosse para quem estivesse na fila, seria uma fila de cadeiras, e não uma fila em pé? E porque ela ficaria sentadinha e os outros idiotas que nem eu em pé? Por que ela é mais alta? Mais cafona? Se acha mais bonita? Acho que não! Não sei que razão passa na mente desta pessoa, sinceramente não entendo.

Falta de educação, falta de bom senso, preguiça ou descaso?

Então outro dia vou ao mercado. Exausta, depois de hooooras de trabalho, onze e meia da noite. Faço minhas pequenas compras e entro na fila do caixa rápido, de 25 volumes. Na minha frente três pessoas. Um cara, e um casal. Os homens se conheciam e estavam num papo animado. E aí a caixa grita: Próóóóóximo. O da vez se encaminha até a metade do caminho, vira e continua de papo com o amigo, e faz uma mãozinha para a moça esperar. Esperar o que? O fim da conversa deles? E os outros da fila? Eu? A moça atrás de mim? O casal de coroas depois? Ah, que esperem, pensam eles, nosso papo está tão bom. Ainnnnn! E então depois de um tempinho o cara finalmente se encaminha para o caixa. E: próóóóóximo. É a vez do casal a minha frente. Lá vão eles, passam as compras e opa... cadê o dinheiro? Ele esqueceu. Vira para a mulher, que devia ser uma namoradinha, ela faz cara de paisagem, e nem mexe na bolsa. E aí o SER manda a caixa esperar, e vai lá pra fora do mercado, pegar dinheiro no caixa eletrônico, ou na PQP. Realmente não sei onde ele foi. E nós da fila do caixa rápido? Quem??

Falta de educação, falta de bom senso, preguiça ou descaso?

Vou para o trabalho, e ao chegar um carro acaba de estacionar na minha frente, obstruindo a passagem para a entrada da vila. Buzino de leve, sinalizo que quero entrar e ele mesmo assim desliga o carro, e pede para eu esperar. Sem outra opção, espero. Ele sai, dá a volta no carro, e começa a desembarcar umas duas senhoras do carro com toda calma do mundo. Ele, obstruindo a minha entrada, e eu conseqüentemente, obstruindo a passagem da rua onde eu estava – Praia de Botafogo, nem um pouco movimentada. Começam a buzinar, reclamar atrás de mim, e eu, quieta, aguardo o tal cara tirar o carro dali ou chegar pra frente. Não tenho para onde ir. O dito cujo se irrita, vira para os carros que estão buzinando, começa a xingar todo mundo, profere palavrões, entra no carro, e chega o carro um pouquinho pra frente, dando assim passagem para meu carro entrar. Não poderia ter feito isso desde o inicio?

Falta de educação, falta de bom senso, preguiça ou descaso?

Viver é um exercício diário de paciência. Temos que sublimar muitas coisas, para não deixar pequenos intempéries do dia a dia tirarem nosso humor. Eu, em geral, ouço uma boa musica, falo no celular para abstrair a situação, conto até dez, até 20, até 30, mas às vezes realmente não aguento e reclamo MUITO, porque não sou de ferro e não tenho lá os melhores gênios. Do poeta Ferreira Goulart: "Educar é de certo modo transformar um animal humano em cidadão". Isso!! É isso. Falta de educação, falta de bom senso, preguiça ou descaso? Nada. Falta de cidadania. Monte de animais!

PS. Muita falta de tempo para postar. Mas eu vou tentando!

PS2. Mudei o player do post anterior. Agora já dá para ouvir as músicas: http://daniuzeda.blogspot.com/2008/09/me-deixa-viverouvindo-boa-msica.html

* foto da estátua do macaco Tião. Conhecido e falecido gentleman do Zoológico do Rio.

Quarta-feira, 17 de Setembro de 2008

- ME DEIXA VIVER… Ouvindo boa música!

Sempre que converso com meus amigos, descubro que vários têm a mania de ouvir uma mesma música mil vezes. Eu me pego fazendo isso direto, e volta e meia no trabalho estou torturando as pessoas com uma mesma música por duas horas seguidas. E pior, sem nem mesmo perceber.

Eu adorava navegar na Internet, buscar novos artistas e encontrar músicas diferentes para baixar. Isso quando eu tinha mais tempo livre... Ai. Eu estava sempre com um som novo no mp3, feliz da vida, e meu maior prazer era dividir minhas descobertas com quem estava perto de mim. Olha essa música que legal!! Aí ouvia um: “hum, é” meia boca, e ficava por isso mesmo. Alguns meses depois, esta tal música começava a bombar nas rádios, e a pessoa do Hum... tava lá, cantando alto e de cor seu novo hit preferido. Como assim? Eu te mostrei isso há meses atrás e você nem gostou. “Ah, nem prestei atenção” Sei, sei, isso para mim é falta de personalidade ou falta de um bom ouvido. Enfim...

O meu tempo escasso não me permite mais ficar caçando novos talentos musicais. Uma pena. Mas gostaria de compartilhar com vocês duas descobertas. Uma antiiiiga, mas que muitos por aqui nunca ouviram falar. E outra mais recente. Aqui vão duas musicas que não saem da minha cabeça. Que tal você também deixar no comentário alguma sugestão? Adoooooro.

-> TRES, Juanes.



Boomp3.com

Juanes é um cantor colombiano que eu amo toda vida. Mistura de rock com música colombiana - ritmos latinos, na verdade. Este ano Juanes tem sete indicações para o Grammy Latino, entre elas artista do ano, vídeo do ano e canção do ano com "Me enamora".


-> I’M IN LOVE WITH A GIRL. Gavin Degraw





Boomp3.com


Gavin Degraw é nova-iorquino. Cantor, compositor, pianista e guitarrista, toca um rock bem bacana!

Terça-feira, 16 de Setembro de 2008

- PRESENTES PASSADOS


Amo dar presentes. Sou daquelas que sempre busca presentes especiais, que combinem com a pessoa, quem tenham a ver com a personalidade ou momento. Óbvio que nem sempre consigo agradar, mas eu juro que tento, e com veemência. Adoro ver a expressão no rosto da pessoa ao abrir o embrulho. Logo ali você percebe se gostou ou não.

Aprendi que presente deve ser aberto na hora que ganha. Senão é falta de educação. E é mesmo!

A empregada da minha mãe (agora dizem secretária do lar, mas me desculpem na minha época era empregada mesmo) sempre me irritou. Quando comecei a ter meu dinheirinho resolvi incluí-la na minha pequena lista de Natal. E aí lá ia eu comprar alguma coisa com meu cruzeirinho esmirrado (Ou cruzado? Cruzado real?). Depois entregava o agrado toda feliz, e ela por sua vez quando o recebia, e simplesmente falava “Obrigada.”, enfiava na bolsa, e tchau. - Heeei, não!! Tem que abrir!! “Eu abro em casa.” - Não! É falta de educação, abreee. (criança fala o que pensa, inevitável). Ela me ignorava, levava o embrulho embora e agradecia só no dia seguinte. Grrr. Que raiva.

Todo mundo tem historias de presentes engraçadas, tristes ou frustrantes. Lembram da minha “nova” bicicleta usada? Pois é. Ainn.

Uma vez minha irmã me deu um vestido com o seguinte discurso: “Eu não achei muito a sua cara, mas eu adorei. Então resolvi comprar assim mesmo.” Como assim?? Óbvio que troquei. Ela mesma já comprou sabendo. Doidcha.

Uma que eu não esqueço aconteceu quando eu tinha oito anos. Eu estava na terceira serie do primário e tínhamos feito amigo-oculto. E então quando começou a troca de presentes, eis que o menino mais riquinho da sala tira a fulana e dá de presente um POTE DE GELÉIA! Sabe aqueles com chapeuzinho quadriculado colorido? Esse mesmo. Tadinha. Imagina a frustração de uma menina de oito anos ganhando uma geléia enquanto todos os outros estavam ganhando a agenda da loja da moda? Hahaha.

Tenho outra historia ótima. Meio mázinha da minha parte. Era aniversário do meu irmão e eu estava doida pelo LP (naquela época ainda era o bolachão) do Bruce Springsteen. Como já tinha recorrido aos meus pais e nada, uma nova oportunidade de ter o disco surgiu a minha frente. Umas amigas perguntaram com o que presentear meu irmão no aniversario dele. Ahhh, não tive duvidas: - Compra o LP do Bruce Springsteen! Ele adora! Mentira, ele detestava, mas meu irmão, adolescente na época, morria de vergonha de tudo, e eu e minha irmã que sempre íamos ao shopping trocar os presentes dele, seja tamanho de bermuda, cor de blusa, essas coisas. Então eu já sabia que ele não se daria o trabalho de trocar. Hehe. Dito e feito, ganhou o LP, odiou, e largou mão. Eu dizia pra ele que ia trocar, ia trocar e nunca que troquei, claro. O plano era esse. E fiquei feliiiiz da vida ouvido Born in the USAAAA. Mas como nem tudo é perfeito e a vida às vezes é justa sim, o disco empenou! Sei lá porque empenou rapidinho, e não conseguia tocá-lo na vitrola de jeito nenhum. Castigo, eu sei. Por isso nem reclamei muito.


Já comprei presentes também que nunca dei. De alguns eu me apossei e já outros troquei por algo para mim. Os motivos da não-entrega foram vários. Um namoro que acabou antes do previsto, uma pessoa que aprontou alguma bem antes do aniversáro, ou a falta de oportunidade de encontrar. Sorte minha, azar deles. Aliás, nesse lance de presentes tenho uma regra, no mínimo, curiosa. Toda vez que compro presentes de aniversário para alguém, eu também me presenteio. Eu mereço um presentinho também, oras!

No final das contas é sempre prazeroso presentear. O valor do presente nem importa. O que importa mesmo é o significado dele para a pessoa que vai recebê-lo, e o gesto da lembrança. Nunca compre qualquer coisa, só por comprar. Se está duro, um cartão simpático ou uma caixa de chocolates não oneram muito, e são sempre bem recebidos. E se você não gostar do que ganhou, bote um sorriso no rosto e agradeça. Demonstrar sua frustração é bem mais frustrante para quem o comprou, tenha certeza. Eu mesma já menti inúmeras vezes, aprendi desde de criancinha. - Nossa, amei aquele disco!! -A blusa que você me deu? Já usei várias vezes! É a tal da mentira branca, dizem. Aquela que é pro bem, e não faz mal a ninguém!

Sexta-feira, 12 de Setembro de 2008

- É FOGO!!

Existem várias situações, que se não fossem trágicas, seriam facilmente cômicas. Ontem li duas notícias no jornal que achei hum... no mínimo interessantes.

Uma delas contava que meninos de rua atacam transeuntes, à noite, com espetinhos de churrasco em São Cristóvão. Espetinho de churrasco? Como assim? Ah não! Dá um quilo de carne pra esses meninos e manda eles montarem uma barraquinha, pô.

A outra falava que um carro da prefeitura que transportava um radar móvel pegou fogo, e os motoristas gritavam: deixa pegar fogo, deixa pegar fogo! Isso porque estava a apenas cerca de 100 metros de um posto do Corpo de Bombeiros. Mas o povo queria ver o circo pegar fogo. Que queime!! Nossa... Inquisidores. Haha.

É o famoso toma lá da cá. As autoridades sabem exatamente onde acontecem os delitos, o horário e nada fazem para nossa segurança, em contrapartida viram chacota na primeira oportunidade, pois não têm o respeito do povo.

Revolta velada de uma comunidade impotente.

Ps. A postagem tá frenética! Essa foi curtinha.

Quinta-feira, 11 de Setembro de 2008

- ME DEIXA VIVEEER... Mamma Mia


-> Essa semana estréia aqui no Brasil Mamma Mia! - filme baseado no musical homônimo. A história é toda contada através das músicas da famosa banda sueca dos anos 70, ABBA. Uma delícia. Quando assisti a peça na Broadway, em NY, não consegui ficar parada na poltrona. Uma energia contagiante, que é visível no alto astral de todos que saem do teatro.

O filme conseguiu captar a mesma alegria. A história se passa em uma ilha Grega, e o que no teatro só podíamos imaginar, o longa expõe maravilhosamente em uma fotografia belíssima e cenários lúdicos. Um arraso. As letras se encaixam perfeitamente em cada momento do enredo. O musical original tem momentos mais animados, atuações mais convincentes, mais engraçadas e ápices que levam a platéia ao delírio. No filme, os atores, salvo Meryl Streep, são razoáveis. Mas sem muitas críticas, vá de espírito aberto. Eu já vi. É diversão certa!

Pra cantar, abaixo segue a música Mamma Mia. Engraçado como esta letra fez parte da minha vida por tanto tempo. Parece que foi escrita pra mim, ou melhor, por mim! Hehe. Ainda bem que agora eu SÓ canto... Mamma miaaaaa.

MAMMA MIA

I've been cheated by you
since I don't know when
so I made up my mind
it must come to an end
look at me now
will I ever learn
I don't know how
but I suddenly loose control
there's a fire within my soul
just one look and I can hear a bell ring
one more look and I forget everything
Mamma mia, here I go again
my, my, how can I resist you
mamma mia, does it show again
my, my, just how much I've missed you
yes, I've been broken-hearted
blue since the day we parted
why, why did I ever let you go
mamma mia, now I really know
my, my, I could never let you go

I've been angry and sad
about things that you do
I can't count all the times
that I've told you we're through
and when you go
when you slam the door
I think you know
that you won't be away too long
you know that I'm not that strong
just one look and I can hear a bell ring
one more look and I forget everything

Mamma mia, here I go again
my, my, how can I resist you
mamma mia, does it show again
my, my, just how much I've missed you
yes, I've been broken-hearted
blue since the day we parted
why, why did I ever let you go
mamma mia, even if I say
bye, bye, leave me now or never
mamma mia, it's a game we play
bye, bye doesn't mean forever

Mamma mia, here I go again
my, my, how can I resist you
mamma mia, does it show again
my, my, just how much I've missed you
yes, I've been broken-hearted
blue since the day we parted
why, why did I ever let you go
mamma mia, now I really know
my, my, I could never let you go

PS. Nossa, como ABBA é brega e contagiante. Depois do filme tô numa sessão nostálgica ouvindo direto Mamma mia, Dancing Queen, Gimme gimme...

Quarta-feira, 10 de Setembro de 2008

- MANIAS, EU?


Todo os dias quando acordo, a primeira coisa que faço é estalar meus tornozelos, depois os cotovelos, os pulsos, os dedos e tudo que for estalável. Adoro. Mas a mania, que é extremamente prazerosa pra mim, já me disseram que incomooooda. Poxa, é mania. Não consigo controlar.

Manias todo mundo tem. E como de perto ninguém é normal, aposto que você que já começou a contar nos dedos as suas. A palavra MANIA vem do grego, que significa loucura. Ui. Sem exageros! Esquisitice, extravagância, mau costume, fixação repetida, hábito prejudicial, ou não, as manias fazem parte do ser humano. De forma saudável, desde que não se transforme em quadro psiquiátrico, convenhamos, as manias às vezes são até engraçadas. Algumas são irritantes, outras, hum... peculiares.

Eu tenho algumas manias chatas, algumas boas, e provavelmente muitas que nem percebo. Começando pela mania de me estalar toda, que não acontece só ao acordar e sim ao longo do dia. A que talvez incomode mais é a de estalar o pescoço. Mas o pescoço tá duro, ele pede, não sou eu!

Outra que sei ser de morte é não fechar a pasta de dente. Não fecho, é mais forte que eu. Isso me incomoda também, já que por várias vezes a pasta endurece e é um inferno escovar os dentes. Para solucionar o problema, comecei a comprar pastas com tampa tipo pop up. Não adiantou, mesmo assim eu não me dava o trabalho de fechar. E então mudei a estratégia e agora só compro pasta de dente GEL, que não endurece. Porque a pasta continua sem ser tampada, e provavelmente continuará até eu morrer, pode reclamar a vontade. Não posso ajudar.

Também tenho mania de me alongar, mania de tirar os sapatos embaixo da mesa do computador (às vezes ficam até seis pares lá), mania de roupas de dormir (tenho zilhões de pijamas, camisolas e afins), mania pendurar calcinha no chuveiro (que mulher não tem?), mania de sacudir o pé direito antes de dormir, mania de balançar as pernas quando sentada ouvindo música, mania de dizer sempre um “te ligo”, quando encontro alguém na rua, mesmo que eu saiba que nunca vou ligar (mas isso é mania de todo carioca), mania de sempre estacionar o carro numa determinada área no shopping (em cada shopping eu tenho uma área pré-determinada pra parar), mania de fazer bainha de calça com silver tape, mania de ouvir a mesma música 20 vezes seguidas, mania de desligar o telefone correndo, mandando beijo sem dar tchau (haha, sempre ouço alguém ainda falando, mas quando vi já desliguei), mania de... ihhh, nem sei.

São todas inofensivas. E nenhuma que realmente seja caso grave, nem analisável, eu acho. Nada de calçar sempre a meia do pé esquerdo primeiro, ou ficar neurótica com um pé de sapato virado, não dormir com armário aberto, ou mania psicótica de arrumação e limpeza nem nada assim. Não que eu julgue, já diz o ditado: cada louco com sua mania.

Existem umas divertidas, e outras lamentáveis. Já viu mania de porteiro coçar o ouvido com chave? ECAA. Vejo na rua direto, um nojo. E mania de homem careca com rabo de cavalo? Não adianta que não compensa a falta do cabelo em cima e fica horrível, será que eles não enxergam? Outras: gente que finge estar dormindo no ônibus para não ter que dar lugar pra velhinhos ou grávidas, mania de juntar sobras de sabonetes pra formar um só amassando tudo num bola, mania de escrever em carro sujo: lave-me, mania de lamber a tampinha do iogurte, mania de duas mulheres irem juntas ao banheiro, mania de colocar biquini e ir tomar sol na varanda de casa, ou pior, na laje... haha.

Agora no final do post já lembrei de várias outras manias minhas. Mania de não atender telefone em casa (só deixo a secretária eletrônica, mesmo que eu não esteja fazendo nada), mania de ligar o chuveiro e ir fazer alguma outra coisa, mesmo que a água demore apenas cinco segundo para esquentar, mania de usar onomatopéias ou fazer sonoplastia enquanto falo... tem mais, tem mais. Mas chega, né?! Agora é a sua vez. E você? Quais são suas manias? Desde que não seja um caso patológico, viva! Os outros que reclamem, fazer o que? É mania!

Ainda bem que mania não pega. Ou pega? Ai.


PS. mania de escrever PS.s!!!

Segunda-feira, 8 de Setembro de 2008

- ME DEIXA VIVEEER


Entre uma crônica e outra, resolvi abrir um espaço para pitacos rápidos, fúteis, e às vezes úteis do meu dia-a-dia. Batizei estes intervalos como: Me deixa viveeer.


-> Acabei de ler: Sexo, Drogas e Rollings Stones, de José Emílio Rondeau e Nélio Rodrigues. Esperava mais curiosidades, histórias cabeludas, e inéditas. Mas valeu! Mostra o início da banda, influências, integrantes, sucessos, apogeu, decadência, o quase fim, a volta triunfal... O livro é um bom informativo para uma fã de carteirinha que nem eu. Os shows no Brasil e as vindas de integrantes da banda em diversas ocasiões são uma pitada a mais. A piada antiga conta que, “no caso de um apocalipse nuclear, sobrariam apenas as baratas e Keith Richards.” De drogas pesadas, biritas, noitadas fortes, das quase 60 horas acordado, até uma cirurgia cerebral, o cara realmente é Highlander! Adorei!!


-> Andei fuçando uns blogs, e sei lá porque caí em blogs de cantores e atores. Em meio a bobagens, espaços futilmente usados para contradizer fofocas, ou blogs para autopromoção, me deparei com um que me surpreendeu, o do Tico Santa Cruz. Confesso que preconceituosamente (vergonha minha!) esperava bem menos de um vocalista de banda para adolescentes. Me enganei. Não se restringe ao umbigo. Com assuntos bem ponderados, ou reflexões poeticamente viajantes, as palavras revelam um cara com uma cabeça bacana. Gostei! Se quiserem conferir: http://bloglog.globo.com/ticosantacruz

-> Recebi o email abaixo, e pensei escrever mil coisas... mil mesmo! Mas deixo para vocês suas próprias reflexões, porque as minhas são demasiadamente mordazes, revoltadas e em alguns pontos até indecentes.

CONSELHOS MODERNOS

Se vocês reclamam que a vida das mulheres está difícil hoje, vejam só estas frases e conselhos que foram encontradas em revistas da década de 50 e 60:

* "Não se deve irritar o homem com ciúmes e dúvidas." Jornal das Moças, 1957

* "Se desconfiar da infidelidade do marido, a esposa deve redobrar seu carinho e provas de afeto." Revista Cláudia, 1962

* "A desordem em um banheiro desperta no marido a vontade de ir tomar banho fora de casa." Jornal das Moças, 1945

* "A mulher deve fazer o marido descansar nas horas vagas; nada de incomodá-lo com serviços domésticos." Jornal das Moças, 1959

* "A esposa deve vestir-se depois de casada com a mesma elegância de solteira, pois é preciso lembrar-se de que a caça já foi feita, mas é preciso mantê-la bem presa." Jornal das Moças, 1955

* "Se o seu marido fuma, não arrume briga pelo simples fato de cair cinzas no tapete. Tenha cinzeiros espalhados por toda casa." Jornal das Moças, 1957

* "A mulher deve estar ciente que dificilmente um homem pode perdoar uma mulher por não ter resistido às experiências pré-nupciais, mostrando que era perfeita e única, exatamente como ele a idealizara." Revista Cláudia, 1962

* "Mesmo que um homem consiga divertir-se com sua namorada ou noiva na verdade ele não irá gostar de ver que ela cedeu." Revista Querida, 1954

* "É fundamental manter sempre a aparência impecável diante do marido." Jornal das Moças, 1957

* "O lugar da mulher é no lar. O trabalho fora de casa masculiniza." Revista Querida, 1955

E depois dessa, me despeço!!!

C U !!!

PS. Ai, gente. É inglês abreviado. See you!! Que mente suja! hahaha

PS2. Podem comentar, por favor!!

Domingo, 7 de Setembro de 2008

- A ARTE DE FALAR BEM... MAL


SARCASMO, IRONIA, HUMOR NEGRO, CINISMO, SÓ ALEGRIA

Outro dia resolvi redecorar um quarto. Daí comprei uma tinta linda lilás e tal, e decidi pintar apenas uma parte do aposento. Queria que a área de dormir ficasse mais aconchegante, e fui dar as instruções ao pintor. E começam as perguntas: “Você comprou esta tinta lilás, né?” - Sim. “E que paredes você quer que pinte?” - Do lado da cama, a parede do ar-condicionado e da porta. “De que cor?” - Laranja! Aí o pintor gaguejou e perguntou novamente: “Laranja?” - Não, né. Lilás! Qual foi a cor da tinta que eu comprei? Não foi lilás?

Aí segue o papo. “Ah, então você quer que pinte tais paredes, entendi. E você acha que vai ficar bom?” - Não, não acho. Mas eu me detesto, e vou pintar assim mesmo, porque eu quero que fique horrível! E ele: “O que?”Ain. Que sem graça. Sarcasmo sem entendimento às vezes é tão tedioso! Então respirei fundo e respondi com calma novamente todas as perguntas: as óbvias, as idiotas e as realmente necessárias, pois afinal de contas queria o serviço bem feito.

Nunca tive a pretensão em ser politicamente correta. Ninguém paga as minhas contas, e a sinceridade pode ser às vezes cruel, mas quem não é sincero de quando em quando? A diferença é que falo o que penso, e que muitas pessoas também pensam, mas na verdade não têm coragem de verbalizar. O que prefiro é falar com humor. Humor negro? Vá lá, que seja. Aliás, que fique claro que não estamos falando em grosseria, nem em verdades indizíveis, apenas uma pitada de cinismo, quando cabível, para pura diversão.

Não sou irônica, nem sarcástica sempre, mas têm pessoas e situações que pedem. Às vezes sai sem eu perceber. Ops, quando me dei conta já falei. Outras vezes falo com prazer, simplesmente porque eu sou assim. Um dos prazeres é justamente deixar o interlocutor com cara de bobo, e rir internamente. Outros apenas alfinetar, sempre com a intenção de se deleitar com a própria zombaria. Mas nos casos onde não sou compreendida, fico passada. Desperdiçar piada é chaaato toda vida, e ter que explicar frustrante! Passo.

Desde os primórdios a literatura se mostra grande recorrente ao sarcasmo e à ironia, assim como famosos cientistas e filósofos. Sócrates, dentre outras, dizia: “ O ideal no casamento é que a mulher seja cega e o homem surdo.” Oscar Wilde: “Quando eu era jovem, pensava que o dinheiro era a coisa mais importante do mundo. Hoje, tenho certeza.” E dele também é a conhecida frase: “A vida é muito importante para ser levada a sério.” De Albert Einstein: “O único lugar onde o sucesso vem antes do trabalho é no dicionário.” e Picasso: “Eu gostaria de viver como um pobre, mas com muito dinheiro." Poderia passar o post enumerando pessoas, e frases. Como também citando da literatura portuguesa Eça de Queiroz, e da brasileira Machado de Assis, Nelson Rodrigues, o atual Ruy Castro… Um bando de sarcásticos. Talvez tenha mencionado todos acima pra mostrar que não estou sozinha, antes que me condenem.

Há aqueles que digam que o sarcasmo é uma ferramenta para o humor inteligente e sagaz, e claro, não é para qualquer um. Outros confundem este tipo de recurso com mau-humor. Ledo engano. Abordagens ácidas, não são necessariamente zombarias cruéis. É apenas uma figura de linguagem, com conteúdo sublimar, de uma visão bem-humorada. Bem humorada e em geral bem eloqüente, diga-se de passagem.

Para fomentar a questão, gostaria de finalizar mostrando outro prisma, de alguém também formador de opiniões - Jean Paul Sartre, que dizia “O sarcasmo é o refúgio dos fracos”.
E você, o que acha?


PS. Será que ele estava sendo irônico com os fracos? Hahaha ;-)

Quarta-feira, 3 de Setembro de 2008

- QUE AFINIDADES UNEM OS AMIGOS?


Conversei isso com uma amiga de infância esta semana. Éramos um grupo de amigas, de amigas de amigas, todas unidas e todas diferentes. Tínhamos a noite das calcinhas, onde vinho e pinto eram os temas básicos e só era permitida a entrada de mulheres.

Hoje o tempo separou boa parte de nós. Algumas amizades não sobreviveram aos anos, à distância, à vida. Mas todas, com certeza, deixam saudades.

Analisando meu grupo.

1) A alegre, risonha, simpática, transparente, ansiosa, distraída, impaciente e de tempos em tempos irritadiça.
2) A blasé, inteligente, às vezes surtada, determinada, individualista, feminista e fogosa.
3) A vaidosa, egocêntrica, segura, impecável, detalhista, profissional, ambiciosa, esperta, mas pouco culta.
4) A observadora, forte, sacana, irônica, esquentada, sensata, volátil, estabanada e divertida.
5) A doidinha, extrovertida, easy going, carente, passiva, sonhadora, sem noção e por vezes tola.
6) A justa, decidida, curiosa, teimosa, impulsiva, dispersa, presente, companheira, ciumenta e mais sensível do que aparenta.
7) A furona, engraçada, aparecida, desatenta, extravagante, protetora, prestativa, e se acha o poder em pessoa.
8) A insegura, feminina, calma, manhosa, vulnerável, otimista, aparentemente certinha.
9) A micareteira, festeira, sociável e trabalhadora
10) A conselheira, crítica, atenciosa, madura porém depressiva.

Tive cuidado de usar adjetivos diferentes a cada definição. E para deixar bem definida a personalidade de cada uma, ousei até ser um pouco caricata. Não que nós não sejamos um mix de sentimentos e emoções, e incontáveis adjetivos se aplicariam a cada uma em diversos momentos de nossas vidas. Todas diferentes, todas iguais, todas amigas.

Todo mundo fala que amizade entre mulheres é complicada. Rola inveja, ciúmes, competição. Não acho. Em amizade sincera e verdadeira não existe isso. Mas até distinguir quem é a verdadeira amiga e a “colega’”, muitos são os tombos e as decepções. Eu mesma deixei muita gente pra trás e de algumas amigas me afastei momentaneamente ou circunstancialmente, mas sempre tive a certeza que estavam ali, de stand by, com a luzinha vermelha acesa.

Acho que passamos por fases. Na infância tudo se resume à família e amizade. Já na adolescência o mundo começa se mostrar, e as amigas são os elos mais importantes para dividir as novas descobertas. Já aos 20 começa a fase de sair, e as amigas viram parceiras indispensáveis. Diversão é a palavra de ordem. Aos 30 a vida ganha novos contornos e as prioridades começam a se definir. Os encontros já não são tão constantes assim… mas com a maturidade percebemos não precisamos estar sempre juntas para nos fazermos presentes e importantes.

Hoje guardo ótimas recordações e grandes amizades. De brincadeiras de bonecas a flertes adolescentes. De fofocas de colégio, a saídas na night esquema tipo ir na roubada e voltar no perrengue. Grupos de estudos que mais pareciam grupos de conselhos afetivos, choros, risadas, bobagens, tombos no meio da rua, porres combinados, primeiras saídas motorizadas, primeiro trabalho, pequenos e grandes amores, viagens, conquistas da vida que compartilhamos cada degrauzinho. Adoro saber pequenas intimidades, medos, segredos, micos, e principalmente podres de cada uma. É um saboroso conhecer.

Dizem que os amores vêm e vão, ficam as amizades. Parece meio amargo para quem ama, namora, ou é casado e tal, mas é a mais pura verdade. Amigo de coração não vai te abandonar nunca. A vida pode te levar para caminhos diversos, mas ela estará sempre ali, ajudando a construir a sua história.

Confesso que os anos me tornaram mais cuidadosa ao me abrir e permitir entrar alguém tão intensamente na minha vida. Às vezes penso que já tenho amigas o suficiente para a vida toda, amigas fiéis, irmãs de coração. Mas volta e meia ainda me surpreendo com uma nova porta se abrindo, e mais uma pessoa entrando. Agradeço por todas elas!

Cito Vinícius de Moraes:

“Mesmo que as pessoas mudem e suas vidas se reorganizem, os amigos devem ser amigos para sempre, mesmo que não tenham nada em comum, somente compartilhar as mesmas recordações. Pois boas lembranças, são marcantes, e o que é marcante nunca se esquece! Uma grande amizade mesmo com o passar do tempo é cultivada assim!”

PS. Este post foi dedicado a Robert. E pra ela fica a tarefa de identificar cada uma enumerada acima! Rô, QUIZ pra você! Eu tô lá… você tb!!

PS2. Mesmo os adjetivos aparentemente ruins, são visualizados de coração e como eu disse, um pouco estereotipados, para poder distinguir melhor cada uma. Não quis chatear ninguém. E se alguém quiser me adjetivar, sinta-se à vontade. Ainn.

PS3. Rô, pensei em postar aquela foto que tiramos versões desde os 15 anos, mas tenho que procurar e tal. E eu amo esta foto aí... acho que expressa mais o futuro, a história seguindo. E amigas, claro. Clara, eu e Mari. Alias, Mari: E lá vamos nós.

Sexta-feira, 29 de Agosto de 2008

- CONSELHO É BOM, E EU GOSTO


O velho ditado diz, se conselho fosse bom, seria grátis.

Será verdade? Eu não penso assim. Acho que quem disse isso ou é cabeça dura e despeitado porque não seguiu um bom conselho, ou simplesmente pediu conselho para pessoa errada.

Aliás, acho que aí está o principal ponto. Não o conselho em si, mas sim o conselheiro.

Porque de que adianta pedir opinião sobre questões financeiras para aquela sua amiga que não sabe nem quanto gasta com a conta do celular?

Ou conversar com a mãe sobre um carinha que te adora, que é presente, tudo de bom, mas não namora de jeito nenhum? A mãe acompanha esses tempos modernos? Porque na época dela nem existia o tal ficar. E, sinceramente, às vezes nem eu consigo entender esses casos complicados.

Vou perguntar se minha roupa está boa para aquela pessoa cafoninha?

Vou me aconselhar se dou nova chance ao tal cara que vacilou, justo com aquela amiga que leva fora atrás de fora ou com aquela que só tem encontrado homens canalhas ultimamente e está quase vestindo uma bata de freira?

Senão, pior, vou decidir se compro um apartamento ou se monto um negócio baseada na opinião de uma pessoa dura, que não consegue economizar um tostão ou na opinião de uma pessoa sem ambição? Acho que não.

Então o prisma do conselheiro é o fundamental desde que se faça uma prévia avaliação da personalidade e do momento de cada um. Os amigos têm que ser classificados. Há assuntos que se pode ter um apanhado geral, sem que nada influencie muito no contexto. Aí até uma enquete no meio da rua é válida. Mas já para a maioria dos casos, vale uma triagem.

Às vezes o conselho pode ser totalmente absorvido, por total ignorância do assunto. Tipo: quero comprar um mini notebook apenas para acessar Internet e monitorar as câmeras no trabalho. O modelo tal é bom? Não sei. Não entendo. Vou perguntar para a pessoa que faz a manutenção dos meus computadores, ele com certeza sabe melhor que eu.

Há também aqueles conselhos são hiper válidos, quando nossa visão está alterada, seja por raiva, amor, ou bebedeira. O problema é conseguir ouvir. É a tal cegueira momentânea. Aí vale escutar quando estamos nos sentido lindas, dançando felizes, conversando alto, socializando, e bêbadas, sem perceber que está tudo mais do que exagerado. Neste momento, se uma amiga chega e fala “hei, segura a onda!”. Vou ignorar? Dependendo da quantidade de álcool na cabeça sim. Erradamente. Mas se ainda tiver raciocinando, ops, vou pegar leve... Devo estar pagando mico mesmo.

Então eu peço conselhos sem pudor. Adoro. Mesmo que eu não peça, pode falar. Eu escuto. Acho importante a visão de outros ângulos. Mesmo que eu já tenha minha opinião formada, às vezes pergunto só para garantir. Só por perguntar.

E os conselhos são bons desde que a pessoa ouça o que lhe é dito, aproveite a experiência de quem fala, e reflita para a partir de então formar sua própria opinião. A resposta para questão em pauta deve ser sempre ponderada e baseada na própria personalidade.

Pense duas vezes antes de agir em relação a assuntos importantes. E peça conselhos. Quem avisa amigo é... ou não. Saiba discernir!

“Muitos recebem conselhos, só os sábios os aproveitam.” Publilius Syrus

* Publilius Syrus (85 a.C. - 43 a.C.), escritor latino da Roma antiga. Nativo da Síria, foi feito escravo e enviado para a Itália, mas por sua sagacidade e talento conquistou liberdade e ganhou educação de seu mestre. Tudo o que resta de suas obras é uma coleção de frases e versos. São mais de 700.

Quinta-feira, 28 de Agosto de 2008

- TRAUMAS DE UMA INFÂNCIA FELIZ


Hoje acordei nostálgica, e resolvi dividir meus agouros do passado. Tive uma infância feliz, com tudo que precisava e ainda mais, mas quem não tem traumas? Sempre que conto meus traumas de infância minha mãe morre de rir. Ao invés de pensar: “ah, coitadinha da minha filha”... Nada, ela se esbalda. Vá lá, também não é nada sério. Nada sério hoje, né?! Já na época...

Dentre os que eu me lembro, um deles começou a partir de um filme do lobisomem que assisti furtivamente espiando a TV no quarto dos meus pais. Eu era bem pequena, e para meu azar a partir de então descer na cozinha a noite para beber um copo de água passou a ser um suplício. O lobisomem estava sempre lá, me esperando, claro. Junto com o diabo que aparecia no meio da escada, onde se abria um degrau mostrando um monte de fogo lá no fundo, e a múmia, que ficava na saletinha do canto e vinha correndo atrás de mim quando eu chegava no térreo. O lobisomem, tadinho, era o mais inofensivo, no final das contas, pois só fazia uma sombra na porta de entrada da casa. Daí lá ia eu, descendo a escada a toda, pulando o degrau do diabo e correndo de volta pra múmia não me alcançar. Uma verdadeira maratona.

E a música da Pantera cor-de-rosa? Isso também ainda bem novinha. Eu tinha pavor. Tanã tanã tanã... Pronto, eu saía correndo e me trancava no quarto. Tinha a impressão que alguém vinha me pegar, não lembro bem o que se passava na minha cabeça. E meus irmãos, muitos legais e simpáticos na época, só esperavam meus pais saírem para colocar o LP da pantera na vitrolinha. Tortura total pra mim e diversão certa pra eles!

Outra que meus pais me aprontaram foi num Natal. Era propaganda da Caloi toda hora na TV. Não esqueça a minha Caloi. E bilhetinhos em todos os cantos da casa. E então chegou a noite feliz: à meia-noite descemos já de olho na árvore, e lá estavam as bicicletas. Três. Duas maiores para os meus irmãos, e uma menorzinha para mim. Abrimos os embrulhos felizes, já querendo pedalar, quando eu ouço um berro da minha irmã: “Minha bicicleeeeeta!” Apontando pra minha novinha, azulzinha. É. Era a velha bicicleta dela mesmo, que meus pais reformaram, pintaram, até colaram novos adesivos e me deram como nova. Que maldade!

Já um pouco mais velha, na escola, o que me apavorava era a festa junina. Não que eu não gostasse, era bacana. Mas todos os alunos tinham que levar um doce, ou salgado, algo para a festinha. Minha mãe, nada prendada, mandava todo santo ano um saco enorme de pipoca. Eu reclamava, queria levar algo bonito, gostoso. “Leva pipoca, minha filha. Todo mundo adora.” E eu, morta de vergonha, ano após ano, com aquele sacão de pipoca embaixo do braço, frente aos bolos de fubá, aipim, pé de moleque, canjica... ai, que vergonha.

Daí tinha a roupa. Tinha que ir caracterizada. Como eu tinha irmãos mais velhos, minha mãe cismou que eu tinha que ser descolada. Pra que comprar vestido? Vai de calça jeans e camisa quadriculada, sua irmã vai assim, fulana, beltrana – só que todas tinham uns três anos a mais que eu, e já nem ligavam pra isso. Mas eu não. “Mãe, tem que ir de vestido! De calça é homem!”, mas aos 7 anos, quem te ouve? Os pais fazem o que bem entendem. E lá ia eu vestida de HOMEM!

Depois veio a fase de brincadeiras na rua. Pique-bandeira, pique-pega, pique-alto... adorava! Já o pique-esconde... um sofrimento! Toda vez que me escondia surgia uma súbita vontade de fazer xixi, eu ficava lá me contorcendo até finalmente me deixar ser encontrada rápido. A vontade era maior. Até hoje não entendo essa relação do pique-esconde com vontade de fazer xixi. Sinistro. Também nunca mais brinquei pra ver se a vontade persiste.

De volta a escola. Sempre me dei bem com todos, era comunicativa, metidinha, descolada e tal. Sem problemas. Mas tinham umas seis Danis na minha sala, Daniela, Danielle, Danyela... Então sobrepunham os sobrenomes. O meu: Uzeda. Um prato cheio, né? Azeda pra cá e pra lá. Eu morria de raiva. Aí, um belo dia resolvi acabar com o problema e usar meu nome do meio: Pinheiro. O que hoje em dia eu acho horrível, mas fui Pinheiro por muito tempo. Tinha até uma musiquinha pra mim, do Ultraje a Rigor: Dinheeeiro. Dinheeeiro. Lembram? Minha música da época do ginásio: Pinheeeeiro, Pinheeeiro. Feiooo.

Os anos foram passando, a adolescência chegando, juventude, a idade...e os traumas deixados para trás. Hoje adoro meu sobrenome, festa junina, filmes de terror. Sem maiores frustrações nem seqüelas. O único trauma que prevaleceu foi detestar pés. Quando eu brigava com meu irmão ele vinha esfregar aquele pé enorme e feio na minha cara, às vezes só de pura implicância. O segundo dedo dele, ao lado do dedão, parecia o dedo do ET. Era comprido e todo torto. Só faltava falar E.T. phone home. Nojento. Mas aí, quem também não ficaria traumatizado? Eca!


* Foto minha com 5 anos. Não tenho foto melhor, porque minha mãe sempre me diz: “Nesta época a moda era slide. Por isso você não tem álbuns com fotos de neném, nem criança, só slides”. Tá bom! Falar o que? Minha irmã tinha álbum, meu irmão também. Mas tudo bem, junto o fato a minha coleção de frustrações. Hehehe.

Terça-feira, 19 de Agosto de 2008

- QUERER NÃO É PODER


ÀS VEZES QUEM PODE NÃO DEVE E QUEM DEVE NÃO PODE
Mas quem disse que a vida é justa?


Há cerca de 10 anos as cirurgias de mudança de sexo eram proibidas no Brasil. Quem quisesse se submeter ao procedimento era obrigado recorrer a clínicas clandestinas ou, mais freqüentemente, a médicos no exterior.

Hoje leio em manchete no jornal: Mudança de sexo já pode ser feita pelo SUS.

Os tempos mudam. Nada contra a revolução sexual, homossexuais, bissexuais, transexuais e afins. Sou a favor do casamento entre gays, lésbicas, a favor da adoção. Cada um na sua, sem preconceitos. Mas essa notícia me baqueou. Como assim usar o dinheiro público para este tipo de cirurgia?
Entendo que as pessoas que queiram mudar de sexo sofram de um transtorno de identidade de gênero. Provavelmente gostariam de ter o físico condizente com a cabeça, mas pera lá... A mudança de sexo é uma opção e não uma doença. O SUS não se pode dar ao luxo de gastar dinheiro em uma cirurgia não prioritária, em detrimento de outros tratamentos de saúde.

Onde ficam as crianças, velhinhos, os pobres que sofrem nas filas de hospitais públicos para um simples atendimento, um remédio, ou até para uma cirurgia grave? Sei de pessoas que esperam mais de ano para uma cirurgia de estômago, vesícula ou cisto no ovário e por aí vai. Sem contar pessoas que morrem em enfermarias ou até nas filas por falta de atendimento.

Daí vem essa notícia. Polêmica, contestável... Irrevogável?

Para não dizerem que sou preconceituosa, vamos analisar através de outro contexto. Então a questão é: a pessoa não se sente bem num corpo de homem, enquanto age como uma mulher -a cirurgia inicialmente favorece somente os homens. Pois bem, acho até a questão válida. Mas e aquela vizinha que tem um nariz de bruxa e se sente infeliz todos os dias ao se olhar no espelho? Para ela, aquele nariz também não lhe pertence. Num mundo ideal, o seu nariz deveria ser pequenino, bonito. E eis que a falta de dinheiro para uma plástica a torna uma pessoa triste. Veja bem, triste, mas não doente. E aquela outra moça da academia, magrinha, magrinha, que passa horas malhando, mas não há santo que faça aquele culote imenso e deformado sumir. Santo não daria jeito, já um Pitangui... E aquele homem, tadinho, que possui os seios mais protuberantes que o normal, e morre de vergonha de tirar a camisa, pois o que deveria ser um másculo peitoral, mais está para duas muxibinhas caídas, como peitinho de velha? Não, eles não estão doentes. Será que o SUS também poderia torná-los felizes? Felizes com um corpo mais condizente com a mente deles? Poderia, claro. Mas querer não é poder.

Daí meu questionamento.

Outra coisa que me intriga. Como seria feita a seleção? Quem teria mais direito a cirurgia? O mais afeminado? O casado? O enjeitado? Como diagnosticar ou mensurar algo que não é palpável. Pois doença não é. Disseram que será realizado um intenso tratamento com psicólogos e psiquiatras, com duração de cerca de dois anos para poder agendar a tal cirurgia. Afinal, não pode haver arrependimentos. Se vira mulher e se arrepende, faz como? Vira lésbica? Ih, que complicado.

HomossexualiDADE não é doença. (incialmente havia escrito homossexualismo, e fui corrigida. Sorry! Aqui está a emenda então - explicação abaixo) E a mudança de sexo também não. Aonde entra o papel do SUS nesta história eu ainda não entendi bem. Alguém me explica?
PS. Muita atenção ao falar sobre o assunto. Não use de jeito nenhum a palavra homossexualismo, porque vão te atirar pedras na rua! É errado! E se você usar este termo - que todos falavam há bem pouco tempo - você será TAXADO de preconceituoso, e daí pra pior!! Ismo é relacionado a patologias. É totalmente inaceitável, abominável! Fala-se homossexualiDADE, DADEEE. Este sufixo é super mega importante. Cuidado com as pedras!!
Foto: Angelo - Saint Peter's the Vatican, Rome - Italy